15 de fevereiro de 2017

O Mundo Acabará Amanhã?


De tempos em tempos somos surpreendidos com a noticia do fim do mundo. A mais recente parece ser do suposto astrônomo russo Dyomin Damir Zakharovich que afirma que o asteroide 2016 WF9 irá colidir com a terra amanhã, dia 16/02/2017.



Então… já prepararam suas listas do que fazer antes do fim do mundo?? 

 

Se o mundo vai acabar amanhã? Não tenho certeza. Se acredito? Não dou crédito mas também não tiro.

A comunidade astronômica vem se manifestando e desmentindo essa afirmação. Ok, mas me pergunto sempre: E se um dia isso vier a ser uma verdade? Será que também virão a publico confirmar? Fico pensando no caos que seria...






Fato é que um dia irá acabar sim. Se estaremos vivos até lá… não sei. Se será cataclismático, apocalíptico, se seremos atingidos por um asteroide, meteoro, cometa, outro planeta, sugados por um buraco negro criado na fusão de duas galaxias, durante o arrebatamento, culpa do aquecimento global (??), derretimento das calotas polares (??), explosão do núcleo do planeta, guerra química e nuclear, ou singelamente por vontade divina…


Um dia, irá acontecer e se isso vier acontecer durante a estada do homem na Terra a pergunta é: Você está preparado(a)? 
 

As suas historias passadas já estão resolvidas? Já perdoou e foi perdoado? Pagou todas as suas dividas? Se arrependeu do que fez… e principalmente, do que deixou de fazer?



Está preparado para partir?



Confesso que ao pensar sobre isso seriamente, vejo que há muita coisa que não estou contente, coisas que não quero que tenham o desfecho que terão se o mundo acabar amanhã… mas algumas destas coisas não sei se poderia mudá-las de qualquer forma.. talvez eu precise mais de outra vida, começar de novo do que de apenas mais alguns 200 anos!


Ficaria feliz porque pelo menos, ACHO que não teria mais que ficar ouvindo as adolescentes que moram no andar de cima saltitarem o dia inteiro e parte da noite numa sinfonia acompanhada de música sertaneja de sofrência e o arrastar de moveis junto com o derrubar de objetos metálicos…








Mas ao mesmo tempo tanta coisa me prende, tanto nó mal amarrado, tanta historia mal resolvida… mas quem sabe, de tudo que não tem solução, resolvido está?

Se o mundo acabar amanhã… vou ficar triste por não poder assistir a 7ª e 8ª temporada de Game of Thrones...

13 de fevereiro de 2017

Caos no Espírito Santo



A sensação de impunidade que se abateu no estado trouxe uma enxurrada de crimes, 170 veículos roubados, danos ao patrimônio, 146 mortos em 10 dias de paralisação da PM, o que era de se esperar, já que criminosos cometem crimes, tire a polícia das ruas e verá um crescimento exponencial dessas atividades.

Mas o que chamou a atenção foi a quantidade de saques… uma minoria de pessoas do “bem”, aproveitando-se da crise e do caos que dominava as cidades para saquear supermercados, comércios de varejo, grandes lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, chegavam em grandes caminhonetes para transportar com maior facilidade o produto saqueado. Pessoas comuns! Jovens, alguns idosos e muito marmanjo barbado roubando de consciência tranquila… “de boa!”, na maioria das vezes usando como desculpa: “É para o estado aprender e nos ajudar!!oi??




Fato é o que o Espirito Santo virou um grande caminhão tombado na rodovia. Sei que é difícil criticar, do alto do meu terceiro andar, no meu condomínio simples, quase popular, com portaria 24 horas as pessoas que, de alguma forma acham que é licito “recolher” algo que não lhes pertence. Não digo que há diferença entre uma loja em uma cidade sem polícia e um caminhão tombado no km 241 de alguma rodovia, nos dois casos, é roubo, é crime.

Existem dezenas de vídeos no Youtube mostrando a ação dos saqueadores, muitas dessas pessoas nunca cometeram um crime na vida, gente trabalhadora, pessoas humildes, e também até pessoas de posses com condição financeira estável, mas que se aproveitaram de uma crise na segurança publica para tirar uma vantagem. Se sentindo no direito de “ganhar” uma TV nova, no direito de dar um troco no estado… (roubando alguém.. é isso?) ou de receberem algum tipo de compensação por algum sofrimento ou coisa do gênero.



Misturadas à bandidagem, essas "pessoas de bem", que não acharam, aliás, que não acham nada demais em saquear, afinal "Todo mundo está pegando!" será que inspiradas pelas histórias de Robin Hood ou isso seria uma vertente do “jeitinho” de se dar bem que o brasileiro tem tanto orgulho? De sempre levar alguma vantagem?

Ou será que as caravelas de Cabral eram na verdade navios piratas com suas bandeiras de caveira a desembarcar em nossas praias introduzindo aqui toda a cultura de saquear, pilhar e roubar?

Pior é quando quem deveria dar o exemplo é flagrada em foto e como suspeita de saquear.





O Teólogo e Psicólogo Sérgio Oliveira postou um texto que viralizou na rede, onde traça uma síntese sobre a crise que vai além da segurança publica, é uma crise ética e moral.



"PSICOLOGIA DE POLÍCIA E BANDIDO.

Na greve da Polícia Militar no Espírito Santo cidadãos comuns foram vistos realizando saques em lojas e supermercados. A ausência da polícia revela uma realidade assustadora: o caos ético e moral que se encontra o nosso país. Quando a polícia se torna a regra de conduta das pessoas, o instrumento de controle que as impede de cometer crimes percebe-se a falta de consciência ética e moral. Retirada a polícia vem à tona o desejo latente de um povo corrupto. Idiotice pensar que só políticos são desonestos, tendo oportunidade, muitos se tornam criminosos. A conclusão é a seguinte: Se precisamos de polícia para sermos honestos, somos uma sociedade de bandidos soltos!

Espírito Santo - Crise Ética e Moral"


No video abaixo postado no canal do  Youtube Rede do Bem Alegre, ele comenta a repercussão que o texto está tendo e faz algumas ressalvas.




Evitando a generalização, fato é que esse comportamento é bem inerente ao ser humano. Sim, atitudes como esta aconteceram em varias outras partes do mundo, basta que haja alguma crise, que o caos se instaure. O cinema mesmo, cansou de retratar esse comportamento, a ausência de controle ou de punição torna a sociedade… aliás, não torna não, apenas permite que esta se manifeste como lhe convêm. Filmes e seriados pós apocalípticos sempre mostram o ser humano saqueando, roubando… o triste é ver que não precisa de tanto… não precisa de um apocalipse, basta alguma desordem no poder publico, uma paralisação da PM, e lá vão as “pessoas de bem”, ver se conseguem tirar algum proveito.

Falando em filmes, me lembrei da franquia:

The Purge

Uma Noite de Crime



Onde a premissa é, "uma única noite no ano é permitido pelo governo que qualquer crime seja cometido e ninguém será punido por isso, desde que o cometa nesta noite que é chamada de "Expurgo Anual", ou "Annual Purge", o que nos leva ao nome do filme. Sim, estamos falando de qualquer crime, desde roubar doces na loja da esquina, até assassinato, destruição de propriedade, estupro e tudo mais que se puder imaginar."

Trecho retirado do blog: Chato no Cinema 

Será a vida imitando a arte? Bom, porque a vida é sempre mais dura? O filme são 12 horas apenas...





Saquear é crime!

A apropriação é crime previsto no art. 169 do Código Penal e pode levar de um mês a um ano de prisão. Se considerado furto ou roubo a pena pode chegar a 10 anos de prisão.

Mas a verdade é que gostamos de saquear! E viva a impunidade!

Passeatas e manifestações na época do Impeachment, ativismo Black Bloc? AH! Vamos saquear!

Acidentes envolvendo caminhões transportando carga… interessa saber o que tem dentro? Frango congelado? boi vivo? Eletrodomésticos? Frutas? feridos ou mortos e será que eu ligo?? Nah!! Vamos saqueando!

Carreta que transportava gado tomba na BR 381 em Betim. Pessoas que passavam por ali queriam levar a carne dos animais mortos.


E ainda o absurdo, um prédio de departamentos pegou fogo, enquanto os bombeiros tentavam controlar as chamas e isolar a área, em busca de feridos adivinha?? Gente saqueando prédio em chamas!!!

Me lembrei agora também do saque ao supermercado incendiado em Salvador, (não tinha mais chamas). 


E mais um outro que pegou fogo e até os funcionários ajudaram a saquear o local, furtando eletrônicos e celulares em Vilhena, Rondônia.






Aliás, casos de shoppings, prédios, lojas, galpões que pegam fogo e logo aparecem os saqueadores é comum! Absurdamente comum.






É a alma de corsário, maldita vidas passadas!







Sir Francis Drake em 1591, o maior corsário da história
 
(Fonte: Wikipedia)












Fato é que esse comportamento é bem humano, acontece em outros países, em outras épocas, outras eras, outros acontecimentos.


O que nos falta é educação, mas não aquela de escola, é aquela de família mesmo, de aprender que tem que respeitar os outros, que não pode roubar, que é feio. Quebrar esse paradigma de vitima da sociedade, de ficar buscando reparação, de querer levar vantagem em algo para se sentir bem, ou por achar que merece. Parar de achar que isso é uma vantagem, uma historia para se orgulhar!


O estado tem que punir severamente, mas as famílias têm que educar, ensinar o respeito, o amor ao próximo. É essa educação que nos separa dos países ditos de primeiro mundo, países ricos, onde os índices de corrupção são menores que os nossos.


4 de fevereiro de 2017

Contestando mudanças ( O Retorno!?)



Depois de muito pensar cheguei a conclusão que uma boa maneira de retornar após esse silêncio de 8 anos é refutando uma ideia antiga. Então porque não falar de Mudanças!?



Mudar passou a ter uma definição tão simples mas ao mesmo tempo complexa demais para explicar. Dizer que alguém muda ou que pode mudar vai além de um simples corte de cabelo ou de um hábito cotidiano. Você pode mudar de opinião, de aparência, pode mudar seus gostos, suas convicções! Pode mudar de ramo, de país, mudar de sexo, mudar de vida!


Mas não pode mudar quem você é.




Não se trata de personalidade, é mais profundo… você pode ser quem você quer ser! Mas não pode mudar e ser outra pessoa que não você mesmo.


Vemos pessoas antes preguiçosas e que agora são exemplos de boa saúde, perfeitas inspirações fitness! Mas isso não significa mudança, isso são hábitos… um hábito novo a gente pode construir com esforço, com repetição, tendo alguma motivação.



Você pode mudar a maneira como as pessoas veem você!



Acredito em todas as mudanças ao meu redor, na minha vida, nos meus amigos, e nos semelhantes, apenas dou outro nome a maioria delas.


Algumas coisas, nas quais já nos prendemos, com o passar do tempo, conseguimos nos libertar de tal forma que nem parece que já tivemos alguma relação. Na maioria das vezes isso é evolução, crescimento, nos desprendemos de apoios para seguir em frente, isso é parte do processo de ser quem você é.


Às vezes é diferente, não conseguimos nos desprender com facilidade, e seguimos por muito tempo carregando vícios, amarrados passionalmente a estacas, impossibilitados de seguir adiante. E acabamos por levar muito tempo para escapar dessa prisão, por vezes é necessário inclusive uma ajuda externa. E quando enfim esse desencarceramento acontece não é a mudança que atingimos, mas a superação.


Muitas vezes o que vemos na mudança do outro é o que chamamos de adaptação. Algumas pessoas acabam se adaptando melhor ao ambiente. Conheço pessoas que se adaptaram a ausência de seus vícios, (vícios não apenas toxicológicos… mas também os vícios espirituais, da carne… ) mas estes ainda os perseguem.




Às vezes é necessário uma ideologia, uma nova convicção. Um caminho diferente que nos resgate, que nos motive a segui-lo, e para isso criamos hábitos, e insistimos até que estes hábitos se tornem mecânicos e, com isso nos adaptamos e as vezes até nos ‘reprogramamos” mentalmente, e isso dá uma sensação de mudança… mas lá na essência ainda somos quem somos.



Sobre meu amigo Lula Molusco… então, ele continua a trilhar o caminho dele, seguindo em frente, não está alienado com seu estado de “mudança”, ele aceitou um novo caminho, que trouxe novas convicções, e tem buscado motivação para construir seus novos hábitos, que irão fazer com que ele se adapte mais facilmente e consiga no fim alcançar a sua superação.


Mas ele tem sido bem honesto ao dizer que ainda é o mesmo dentro daquele corpo, que ele continua vivo e imutável em sua mente, buscando a sua maneira seu correto lugar no mundo.





Ps.: Talvez daqui a 8 anos eu "mude" novamente minha opinião!

4 de novembro de 2008

Mudanças...

Certa vez escutei que as pessoas não mudam. Achei muito estranho pensar assim... é o mesmo que dizer que, se é ruim... será sempre ruim. Quem me disse isso, justificou que a mudança está na maneira como vemos as coisas... que uma pessoa não muda, o que muda é a maneira como vemos essa pessoa.


Continuo ainda achando muito estranho essa afirmação... mas concordo que a visão que temos do mundo ao nosso redor mude constantemente, mas o que realmente me chama a atenção é o fato de causarmos mudanças.


Eu tenho um amigo Lula Molusco, bom... na verdade eu tinha! Sim... meu amigo, que era conhecido no trabalho como um funcionário Lula Molusco, que estava sempre deprimido, insatisfeito... e tudo que há de ruim para ser ou sentir está renovado! Aparentemente encontrou "paz" em uma "religiosidade"... não dessas rigorosas, frias e cheias de regras... mas daquelas que buscam justificar tudo como sendo "parte do processo de aprendizado".


Não posso afirmar com esse exemplo se:



1º. Meu Amigo deixou de ser um Lula Molusco (Ele mudou...)

2º. Minha forma de vê-lo mudou.

3º. O novo caminho que ele resolveu seguir, causou uma mudança na vida dele, consequentemente mudou a forma com a qual eu o vejo, porque talvez ele mesmo tenha mudado ou quem sabe, nada verdadeiramente mudou...


O importante é que ele agora está feliz, er... hum... aceitando melhor a vida como ela é. Espero que está nova fase dure bastante, porque independente do "nível" em que houve a mudança... a verdade é que mudanças existem... e nesse caso, me senti afetado por ela.

7 de outubro de 2008

O Tempo Que Não Temos


Que bom seria se o tempo corresse a nosso favor! Infelizmente não é assim que as coisas funcionam...


Ultimamente não estou tendo tempo para nada. Mas afinal, quem está tendo? O tempo corre alheio às desventuras cotidianas. Estou tocando alguns projetos, nada muito importante... ainda! Mas com isso estou sem tempo para me dedicar às coisas que gosto, que me fazem bem! Gostaria de passar mais tempo aqui, escrevendo, como também gostaria de poder me dedicar mais ao meu curso de japonês... (que faço sem que ainda tenha encontrado uma utilidade para isso!!)


Recentemente aceitei um trabalho fora de minha cidade que tem me tomado muito tempo mas, acredito que será proveitoso no final das contas. Ainda tenho um caminho longo em busca de uma concretização profissional. Existem muitas situações pendentes na minha vida, e levará um tempo até que tudo se encaixe. Buscar crescimento na vida exige sacrificios, e meu tempo livre tem sido um destes.


Às vezes penso sobre o tempo que passou, as várias situações que vivi e as que deixei de viver... me arrependo mais do que não fiz. Embora tenha feito muita coisa inútil e desnecessária, principalmente entre 16 e 25 anos (época que prefiro chamar de “LIVIN' LA VIDA LOCA”) sinto que a grande maioria foi muito proveitosa. Vivi muita coisa nesse periódo que me deu uma base sólida a respeito de como seguir minha vida, na forma de ver o mundo a minha volta.


Há que se aproveitar bem o tempo, “o tempo é tudo que temos”. Gostaria muito de ter mais tempo... mas certamente, se o tivesse, mesmo assim, ainda não seria suficiente! Ser intenso ao viver as coisas que lhe dão prazer é uma maneira gratificante de se aproveitar bem o tempo que se tem. Lamentar o tempo perdido é apenas mais uma forma de se perder mais tempo. Passar tempo demais envolto aos problemas e adversidades, além de dificultar o encontro da solução necessária, apenas trará mais atraso.


A grande diferença entre as pessoas que vivem a vida e aquelas que apenas passam pela vida está na maneira com a qual, imbuídas de coragem, buscam intensificar suas experiências, aproveitando ao máximo o tempo que possuem.

5 de setembro de 2008

Telejornalismo - Informação ou Opinião?

Para onde caminham nossos meios de comunicação, em especial a área de jornalismo? Há um tempo atrás havia uma padronização nos telejornais, costumavam ser duas edições, divididas em tarde e noite, aonde a maioria dos canais abertos concorriam pela audiência, mantendo o mesmo formato na apresentação das matérias.


Sempre achei cansativo esse modelo de jornalismo, pessoas sisudas, apresentando de maneira uniforme os principais acontecimentos da região, país ou mundo. Nunca aceitei que para passar credibilidade um jornalista ou repórter deva parecer um boneco sem vida. Acreditava que um jornal não precisava ser, necessariamente chato, para ser verdadeiro e transparente.


Eis que surgem os telejornais extremamente regionais, com uma linguagem popular, voltados à população carente que, honestamente mais parecem programas de auditório. A bancada dos apresentadores deu lugar a um “palco” aonde o apresentador anda de um lado para o outro se exaltando a cada noticia apresentada! O sensacionalismo volta com tudo nesse modelo que cativa cada vez mais a audiência.


Há telejornais que sorteiam prêmios (dinheiro, ingressos para espetáculos...) para seus telespectadores, outros fazem uso de “personagens” para conquistarem audiência, e alguns apresentadores são verdadeiras máquinas de disseminação do ódio.


Não me preocupo com o fato de um telejornal se transformar em circo. Aonde o apresentador quebra moveis, chuta computadores, e esbraveja para demonstrar sua indignação. Me preocupa o fato de que, ao invés de informação estamos absorvendo opinião. Já me peguei irado com noticias envolvendo crimes pelo simples fato do apresentador ficar gritando “vagabundo”, “marginal”, “monstro”... não nego que nesse momento de ira odiei o “suspeito” da reportagem pelo crime apresentado! Fico pensando o que essas palavras repetidas infinitas vezes na tv, durante uma reportagem criminal, pode fazer na cabeça de muitas pessoas. Principalmente daquelas que, munidas de paus e pedras correm para a delegacia para linchar o até então “suspeito”. Isso, definitivamente não é formar opinião!


Falando em suspeito, recentemente um rapaz foi preso acusado de ter estuprado e matado duas mulheres. Uma equipe da imprensa acompanhou o caso. Durante a exibição da matéria em um telejornal local, o apresentador não poupou esforços para que o “suspeito” (lembrando que: inocente até que se prove o contrário) fosse praticamente enforcado! Pois é... duas semanas depois, a polícia encerrou as investigações e prendeu o verdadeiro culpado... Não preciso dizer que a vida de nosso “suspeito” inicial acabou...


Esse tipo de jornalismo, que está também presente em outros meios de comunicação, é abusivo e manipulador. Eu penso que um jornalismo verdadeiramente interessante está longe de ser esse circo, mas não precisa ser chato e cansativo, cheio de mensagens subliminares também. Há muito ainda que se mudar no mundo... e para que haja mudanças é necessário informação... limpa, direta e principalmente... imparcial!

1 de setembro de 2008

Jardim de Infância - Jardim da Vida

Acabei de comprar um livro que estava doido para ler... "Tudo que Eu Devia Saber Aprendi no Jardim-de-infância". Ainda não li o livro, mas o titulo me fez relembrar meus momentos na escolinha. Certamente uma das épocas mais marcantes, quantas lembranças agradáveis! E me sentindo um pouco nostálgico, resolvi escrever um pouquinho.


Embora não há como relatar todo o meu período no Jardim, ao me recordar, percebi que muitas coisas que eu realmente devia saber como, dividir, respeitar, amar, superar, insistir, conviver, lutar, etc... tinha aprendido mesmo no Jardim-de-Infância! Pena que a adolescência me tirou boa parte desses ensinamentos... (mas os resgatei mais tarde...)


Meu primeiro amor platônico veio precocemente, no jardim de infância... ah... aqueles cabelos dourados me encantaram. Vibrava com pequenos momentos que às vezes dividíamos juntos, eu, extremamente tímido, passava muito tempo a observar-la, como ela era popular! Era filha do dono do salão, o único unisex da região... não gostava de cortar cabelo lá... mas passava às vezes na porta, quando saía com minha mãe, e ficava ansioso para vê-la. Engraçado como percebia, já naquela época, a diferença social entre nós... naquele momento confirmava-se a minha sina com as donas de cabelos amarelos.


Meu primeiro grande amigo! Também foi no jardim de infância! Estávamos sempre juntos... inclusive nos castigos... fui muitas vezes para o canto ao lado do quadro negro... ficar com a cara na parede... eu de um lado... ele do outro, era difícil manter a seriedade, mesmo de castigo, éramos palhaços assumidos. Quando o castigo era maior, ficávamos trancados no banheiro durante o horário do recreio... era um banheiro limpo mas pequeno... e às vezes, juntava-se a nós mais um ou outro, colocado lá para repensar as atitudes.


Também foi no jardim que passei pelo meu primeiro vexame publico (o primeiro de muitos!!) rasguei as calças no escorregador (hoje, agradeço a Deus que tenha sido somente as calças), fui para casa com os "fundilhos" à mostra! Não conheço ninguém que não tenha tido alguma experiência traumática no jardim... Mas, era questão de poucos dias para superarmos a dor da humilhação ou para que alguém nos substituísse no hall da vergonha... me lembro vagamente de também ter feito xixi nas calças...


Participei de uma peça de teatro, não me lembro mais qual era, apenas me lembro de ter feito o papel de sol, tive apenas duas experiências teatrais... na segunda fiz o papel de... "mato"!?!?!? Sim... eu fui também o mato... :-) Descobri que representar não era bem a minha praia... ótimo, porque eu também não gostava!


Era gostoso ir para o jardim... era um bombardeio de sensações... o inicio do convívio social, as brigas por pouco ou por nada... os estímulos visuais! Paredes cheias de desenhos carregados de cores fortes e personagens sorridentes, o cheiro do Giz de cera e o odor forte de álcool que vinha do mimeografo. A alegria em ver se aproximar o carimbo, sempre com dizeres alegres do tipo, você brilhou, que mancharia o caderno com uma cor viva como o vermelho. Sem falar no carinho e afeto das "Tias" que teimavam em nos abraçar mesmo contra nossa vontade. As pequenas excursões e passeios que fazíamos... descobrindo um mundo novo, experimentando um sentimento de liberdade e euforia...


Tudo era festa... Dia do Índio, Dia da Bandeira, Dia das Crianças... e até os dias comuns...


"Comecinho de Vida" era e ainda é o nome dessa escolinha que frequentei... aonde dei meus primeiros passos para a vida. Me desviei muito do que aprendi lá, mas nunca me esqueci. Aprendi lições importantes que, talvez se tivesse aplicado desde o inicio, certamente teria tido uma vida mais feliz e tranquila.


Sobre o Livro

Tudo que Eu Devia Saber Aprendi no Jardim-de-Infância


Sinopse (Retirada de: Cia dos Livros)


Comparado a clássicos como O pequeno príncipe e Fernão Capelo Gaivota, este livro reúne textos curtos, crônicas líricas e bem-humoradas que lançam uma luz sobre o cotidiano. Revelando o que há de nobre nas pessoas comuns, o que há de grandioso nas situações banais, Robert Fulghum toca o coração do leitor e desperta nele uma nova percepção. Os temas dos textos são os mais variados - o prazer da comida da infância reencontrado num bar de beira de estrada, a surpreendente sabedoria de um velho sapateiro judeu, o escandaloso amor dos guaxinins, o menino surdo que no outono recolhe as folhas caídas das árvores, a experiência metafísica proporcionada pela lavagem de um cesto de roupas sujas.