31 de maio de 2008

31 de Maio - Dia Mundial Sem Tabaco

O que um dia foi significado de status, glamour, muito difundido pelos filmes americanos, produzidos principalmente na década de 50, hoje é o inimigo mundial, em uma guerra psicológica e publicitária.


Desde 1988, o dia 31 de maio foi instituído como sendo o “Dia Mundial sem Tabaco”. A cada ano a campanha recebe um tema diferente, este ano é “Juventude Livre do Tabaco”. Uma campanha destinada a conscientizar a juventude visto que, segundo pesquisa tem sido o principal alvo da indústria tabagista.


Não vou me perder falando demais sobre isso. Este é um assunto muito amplo. Temos ótimas campanhas elaboradas contra o uso, a cada dia aumenta a conscientização dos males que o tabaco causa. Tem crescido também o número de restrições aos fumantes, lugares aonde não se pode fumar, empregos que não aceitam fumantes.



Interessante que o mesmo governo que lucra na arrecadação de impostos originados da indústria do tabaco permite que os “viciados” sejam punidos e descriminados severamente. Entenda, quero apenas dizer que, embora haja campanhas contra o uso, alertas sobre os males do cigarro e etc, existe um motor rentável por trás disso tudo.


Há que se respeitar os não-fumantes, eles não são obrigados a se tornarem fumantes passivos. Há que se promover algum tipo de trabalho para recuperação dos viciados. Parabéns aos que conseguiram parar por vontade própria, mas temos que lembrar que, cada caso é um caso, nem todos tem a mesma motivação para isso. E sem nos esquecermos que a indústria do tabaco somente considera que perdeu um cliente após 10 anos que o mesmo não fuma.


Da mesma forma que acontece aos Alcoólatras, não existe um ex-fumante, um ex-viciado em nicotina, você pode até criar aversão ao fumo mas, bastará uma pequena quantidade de nicotina no organismo para reativar o desejo.



Temos que combater a ferro a indústria do tabaco, Contratos ilegais com fumicultores, casos de suicídios e exploração de trabalho infantil são algumas denúncias contra a indústria do tabaco, algumas... Mas será que a mesma indústria que gera tantos lucros ao governo, será realmente combatida por ele... ou só o que veremos será apenas uma cortina de fumaça...

e-mail Polícia Federal (Fake)

Esta é a imagem de um e-mail que recebi dia 26. acho simplesmente fantástico a criatividade “desperdiçada” neste tipo de atividade.


A engenharia social é um barato!! O que não se faz para descobrir dados e informações alheias. Já recebi e-mails fake do Banco do Brasil, do Censo, Receita Federal, etc. Mas da Polícia Federal foi a primeira vez! Adorei!!

Fiquei pensando em qual seria a intenção de ter meus dados... creio que na hora que descobrissem como meu nome está na “praça” ficariam com dó... :-)

É o mesmo que “pedir” para dois!

28 de maio de 2008

Aborto - Legalidade ou Crime?

Essa pequena e simples entrevista foi realizada para um trabalho de faculdade envolvendo a questão do aborto. Minha participação foi pequena, apenas fiz contato com um amigo que se prontificou a responde-la... Bem, quase perdi a amizade pelo andar da entrevista. Foi bem tensa... e achei tão interessante o resultado que resolvi postar uma parte dela.


1) O que você pensa a respeito da interrupção voluntária da gravidez?

Eu acho que o aborto pode ser definido de várias formas: crime, atentado contra a vida, pecado, homicídio... particularmente sou contra.

2) você acha certo definir um feto, um embrião, ou mesmo um óvulo como uma pessoa com direitos iguais ou mesmo superiores aos de uma mulher, como uma pessoa que pensa, sente e tem consciência?

Da forma como esta definido na pergunta, não. Sem receio de parecer repetitivo mas, devemos nos ater ao fato de que esta vida não pediu para ser consumada, não tem culpa das escolhas que fizeram. Não podemos simplesmente negar a chance da vida a um ser apenas por meras descrições cientificas. E espiritualmente falando... existe a alma.

3) Você acredita que a opção por aborto está ligada diretamente à pobreza?

Sim, acredito. Acho que 70% das mulheres que fazem essa opção são pessoas desprovidas de renda e ou cultura. Não pensaram sobre as conseqüências ou simplesmente não tiveram acesso a informação. Praticaram o sexo sem segurança, por vários fatores, e sem a estrutura familiar, muitas vezes ruída por questões sociais, se vêem solitárias, sem perspectiva de melhora na vida, sem apoio, com a única visão do aborto como solução. É claro que não são todas, existem muitos casos... mas a maioria deles é por irresponsabilidade, e isso em todas as classes sociais.

4) Qual seria a solução para se evitar o desejo pelo aborto?

Encaminhamento para órgãos sociais para tratamento psicológico afim de se buscar a estabilidade emocional e encontrar soluções para a vida desta criança. Como a adoção, por exemplo.

5) Você que protesta contra a legalização do aborto, qual tem sido o seu real papel nessa luta? Além de protestar o que realmente você faz em defesa a vida?

Bom, participo de debates, abaixo-assinados, passeatas, fóruns.... toda ou qualquer manifestação em favor da vida.

6)Bom, pelo que entendi, a única importância é a de que a lei permaneça inalterada. E quanto as mulheres, o que você faz em prol, qual é a sua posição em relação ao desejo da interrupção voluntária da gravidez, o que você que protesta faz em relação a esse fato?

Como disse, existem órgãos competentes e ONG’s para tratamento e encaminhamento psicológico destas pessoas, ao meu ver, uma gravidez indesejada apenas por motivos irresponsáveis (não estou falando sobre má formação do feto, estupro ou quando a mãe é deficiente mental) deve ser tratada com apoio psicológico. Muitas vezes o que faz com que a mulher procure por este método é o fato de pensar que a vida ficará mais difícil, ou até mesmo que não haverá mais vida, que ela será prejudicada com a chegada de uma criança.

7) Mas na prática mesmo, o que você faz é apenas garantir que as pessoas não tenham o direito de errar, você apenas deseja manter a “moralidade” que você julga correta, você não opina, pelo contrario, luta pelo “direito” de somente a voz dos que são contra o aborto serem ouvidas. Como você vê essa afirmação?

Do jeito que você coloca as coisas parece que sou a inquisição, não é sobre isso que estamos falando. Estou dizendo que, apesar de existirem pessoas que estão irredutíveis sobre sua posição em relação ao aborto, a grande maioria que o faz se arrepende depois, temos vários casos aonde a opção por tal prática prejudicou muito mais a vida da pessoa, do que se ela tivesse tido a criança. Culpa, crises depressivas, dificuldade de se relacionar, afetiva e amorosamente, etc. E olha que não estou falando sobre os casos que deram errado: como deformações em crianças por meio de tentativas de aborto frustradas pela indução de medicamentos, danos irreversíveis à criança e a mãe. E sem contar nas mortes causadas muitas vezes por hemorragias e ou imperícias.

8) Você acredita que a despenalização do aborto voluntário poderá fazer aumentar os casos de aborto?

Não sei dizer, embora eu seja totalmente contra o aborto, não sei dizer se isso aconteceria... sei de países aonde o aborto é legalizado, mas existe um tratamento psicoterapêutico que antecede qualquer intervenção médica. E muitas das vezes a paciente para ali mesmo. Porque na verdade existe uma questão social muito maior por trás destes casos. Família, condições financeiras, sociedade, até aonde eu sei, nesses países que possuem esse apoio terapêutico, poucas mulheres realmente chegam as vias de fato.

9) Entendo que você se manifeste contra a despenalização do aborto voluntário. Vejo inclusive que, em parte, tal posição se deve ao fato de seu crescimento religioso. Mas é de se estranhar que biblicamente falando, a vida é 8 ou 80, mas você segue a risca apenas nesse caso, afinal de contas você bebe, pratica sexo que não seja para fins de reprodução e sem os laços do matrimônio, usando métodos anticoncepcionais, fala mal, critica, difama seu semelhante, valoriza mais o dinheiro que outra coisa na vida, erra, etc... mas quer a todo custo limitar as escolhas de outras pessoas, as quais vão contra seus princípios. “Acaso você é a guarda de seu irmão?”

Nem pretendo comentar tal pergunta... o que prego é um apelo a favor da vida, existem soluções para as mães que não querem seus filhos, se isso inclui assumir responsabilidades, enfrentar a sociedade, a vida, família, fazer o que? Tudo o que fazemos tem um preço. Não sou responsável por ninguém, mal consigo ser responsável por mim. O que eu apenas defendo é o direito a vida. E embora eu saiba de pessoas que ao defenderem algo manifestam seu modo de vida e atiram pedras ao protestarem contra alguma coisa, por se acharem donas da razão, não é o meu caso.

10) Caso você aconselhe alguém a não retirar de si preciosa vida, qual seria a sua ligação com este ser que irá nascer? Conseguiu evitar o aborto involuntário, e agora? Não teme que a criança sofra por ter sido rejeitada, fruto de uma gravidez indesejada? Que a mesma passe necessidades? Viva em condições sub-humanas? Seja explorada? Se volte para a criminalidade?

Mesmo uma criança, fruto de uma gravidez planejada, está fadada a correr estes riscos. É claro que uma gravidez indesejada contribui em muito para a má formação do caráter da criança. Quanto a responsabilidade, bom, pode parecer evasivo mas, infelizmente o que ainda falta nesse país é responsabilidade social. Embora algumas pessoas achem que não tem nada a ver com a educação de seus vizinhos, é necessário zelar por nossos semelhantes. Um assaltante, antes de mais nada, já foi uma criança... e teve seus direitos negados... sem infância, discriminado por ser pobre ou de cor. E muitas vezes fomos nós (a sociedade) a discrimina-lo, negando-lhe oportunidades na vida, negando confiança, ignorando qualquer luta em favor de uma melhoria de vida para estas pessoas, porque passamos muito tempo correndo atrás de nossos próprios desejos. As mãe que por algum motivo não querem ter seus filhos, é também um caso de responsabilidade social.... ao julgarmos as origens da gravidez, contribuímos para a busca por meios abortivos. Eu sei que uma pequena parte da criminalidade, embora tenha tido mais oportunidades que qualquer outro de nós, ainda assim caiu em desgraça, eu também sei que mesmo com muita orientação e zelo, uma pequena parte das mulheres ainda estarão irredutíveis quanto ao aborto. Mas nada é perfeito, você até pode ficar em cima do muro. Não ter opinião... se mostrar alheio. Mas somos responsáveis por todos os nossos atos. Amar o próximo é querer para ele sempre o melhor... mesmo que ele não concorde. Legalizar o aborto é, acima de tudo, negar o direito a vida.



Selecionei as melhores questões, não havia como publicar toda a entrevista, porque o foco mudava bastante. Agradecimentos ao Freddy que permitiu que as publicasse aqui. Ah! E ao Dr. Roberto Silva, por ter tido a paciência em Responde-las.


Independente da opinião aqui mostrada, há que se respeitar as opiniões contrárias. Eu, particularmente sou contra o aborto, mas defendo o direito de cada um de errar. Jamais incentivaria alguém a abortar mas, acho injusto negar-lhe a opção do erro. Sei que esse é um assunto polêmico, concordo que nesses casos um bom tratamento terapêutico gera bons resultados mas, e para aqueles casos em que mesmo após toda a terapia do mundo, a pessoa permanece “indissolúvel”? O Fato de ser contra o aborto e não me opor a pratica legalizada pode até parecer que assumo uma posição neutra, Mas não considero assim.





Concordo que seja necessário uma política de responsabilidade social. Porque é muito fácil atirar pedras às opções alheias e ou opiniões, sem termos a menor responsabilidade com tal situação.




Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez já é permitido, e essa permissão se estende também para as estrangeiras. Leia mais em Wikipedia e em www.aborto.com/aborto.html


É errado bloquear uma porta se você não oferece outra saída...

26 de maio de 2008

Dedicação, Compromisso e o "Bem Maior"

Nada que dedicamos nosso tempo se perde... tudo é aproveitado. Mas não basta só dedicação tem que existir amor e compromisso.

As pessoas não se comprometem, ou amam sem dedicação, e não digo isso falando de relacionamentos não... digo no geral. Para cada situação se acrescenta mais predicados... mais itens vem somar à falta de dedicação, compromisso e amor.

Toda e qualquer estrutura na vida precisa de dedicação... tudo tem que ser feito com a medida certa. A medida que nos dedicamos temos a retribuição dessa dedicação e, a partir disso assumimos o compromisso de cuidar e sermos cuidados...

Somos bem recompensados pelo bem que fazemos, a cada instante da nossa vida somos premiados com um pequeno sinal de afeto, muitas vezes indireto... algumas vezes de lugares que nem sonhávamos...

Eu vivo bem mediante ao bem que crio, quando crio me torno responsável por esse "bem", e sou corajoso o suficiente para assumi-lo. É, criamos nossos "bens"... fazemos o bem, e recebemos em troca... mas será que estamos percebendo quando vem a troca? Será que sabemos diferenciar e entender que todo bem que recebemos partiu de algum bem que fizemos?

Muitos se perdem nessa vida, alguns desistiram dela, outros se guardam esperando um bem maior mas, simplesmente não enxergam o bem à volta e só criticam e degradam a imagem de um bem segundo eles "menor", sem capacidade perceptiva, ignoram oportunidades na vida.

Nunca saberemos ao certo como fazer o bem a alguém... por muitas vezes a intenção é o que conta, mas sabemos distinguir as intenções de nossos semelhantes para conosco? Ou simplesmente as rejeitamos, as ignoramos ou fazemos pouco caso delas... acaso a vida não era para ser uma mar de esperança? Não temos que por obrigação vencer nossos anseios com o despertar de cada manhã? Aonde está o "bem" que foi prometido? Será que realmente merecemos? Porque é tão fácil ver o mal? Porque permitimos que o mal prevaleça? Porque nos acostumamos com a dor? O engraçado é que muitas vezes a dor é mais confortante...

Somos desconfiados... dormimos com os olhos abertos... mágoas... manchas... passado... então estamos presos??? Presos ao um circulo vicioso de decepções e melancolia... sim, às vezes é essa a prisão que criamos... nos silenciamos... e esperamos... o bem maior....

Sortudos são aqueles que vêem o bem maior chegar... mas se tornam miseráveis ou insensíveis quando não percebem como às vezes é simples retribuir.

Retribuir, regra básica para qualquer situação da vida, em qualquer época da historia... hoje criamos um meio de retribuir e demos um valor a ele. Ele se chama dinheiro... pagamos pelo bem que recebemos... para que fique registrado... não queremos nada de graça... não nos permitimos dever favores... a mediocridade é nossa companheira desde os primórdios...

por que então continuamos a aceita-la?

Porque é mais fácil vivermos uma vida medíocre... sem grandes expectativas, presos, arredios e desconfiados na espera do "bem maior".

22 de maio de 2008

Cuide do Seu Jardim

...




Nada como o tempo:
Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz
com outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama
( ou acha que ama ) e que não quer nada com você,
definitivamente não é o alguém de sua vida.

Você aprende a gostar de você e,
principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas...
é cuidar do jardim, para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando você!

O amor é igual a uma borboleta,
quando você tenta pegá-la, ela foge,
mas quando você está distraído,
ela vem e pousa em você!


Mário Quintana



...



O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim, para que elas venham até você.

Tenho que discordar de Mário Quintana. Ou melhor, das pessoas que usam essa frase para justificarem seus fracassos na procura por um objetivo.

Quando ouço alguém recitar tais palavras é como se dissesse: pare de correr atrás, de procurar, de andar sem rumo e cuide de você primeiro. Conforme-se com a sua situação, tenha paciência, cuide-se e saiba esperar que um dia, algo de bom irá acontecer. Como se fosse um modo de acalmar a ansiedade causada por carência de esperança ou alegria.

Realmente, cuidar-se é muito importante, dar atenção a si mesmo em busca de crescimento como pessoa, tanto material como espiritual, é vital para obtermos prazer e visão das oportunidades que consequentemente surgirão.

Não posso porém, concordar que devemos cuidar do jardim, deixa-lo vibrante para chamar a atenção de borboletas. O único motivo pelo qual você trabalha em seu jardim é por satisfação pessoal, (e me desculpem se parecer meio individualista) mas não quero insetos interesseiros surgindo do nada, depois de tudo pronto, e achando que podem se esbaldar... não sabem como foi solitário tratar um solo infértil... Não cuide de seu jardim com interesse em atrair borboletas, aceite-as como consequência de seu trabalho e não como objetivo.

Calma, não estou dissecando o poema, ou analisando o verso como um todo. Estou apenas utilizando de uma frase como muitos tem feito. Para que realmente tal frase tenha um significado verdadeiro é preciso conhecer o poema, que fala dentre outra coisas sobre tempo e dependência. O que digo aqui é ao pé da letra, assim como ouço outros fazerem! E é ao pé da letra que afirmo, quando queremos borboletas é porque buscamos algo que nos faça sentir importantes, algo que valha a pena se esforçar mais, alguém que queira “crescer” junto. Alguém que olhe para o jardim e, no lugar de terreno baldio veja possibilidades... alguém para somar e dividir... e não apenas subtrair.

Não perca tempo demais cuidando somente de seu jardim, é um trabalho árduo e solitário... lembre-se que o mundo está repleto de outros jardins...

Cuidar do jardim é um trabalho em busca da paz de espírito, do aprendizado, da realização pessoal...

Cuidar do jardim ou ser borboleta... a escolha é sua...

19 de maio de 2008

Ausência de Mim



O som mudo ecoava por dentre a paisagem,

Em busca dos sonhos a chama ilumina a cabana,

Vaga em ti desejos adormecidos,

Irreparável sensação do descaso,

insensatez acometida de ódio e desespero.

Corrompe-se de vento e perfume,

Toda forma que reflete em ti é mais intensa vista pelos outros,

Aversão ao acaso me traz você.

De repente o silêncio invade a sala,

Atônitos, os seres em círculos ficam,

Tomada de serenidade a tua presença vem a fonte.

De fora tudo que é incompreensível, esvai-se,

Em rasantes vôos a imaginação do improvável atordoa-me.

A simplicidade, outrora companheira, afunda no mar caótico de nossas vidas.

Infundada afirmação do obvio é a minha...

Antes que você chegasse eu já havia partido.

Forma do vazio ululante composta de nada.

Resta apenas uma fagulha que insiste em arder apesar dos "lobos"...




17 de maio de 2008

O Amor na Era Virtual




Visitando alguns blogs que gosto me deparei com uma poesia de Camões, no Mágica Mistura (sim, um Post inspirado em outro!) que pela minha interpretação fala sobre o amor incondicional, que não impõe barreiras, o amor como realmente deveria ser.
Hoje alguns chamariam estes textos acerca do amor de devaneios, sonhos ou até os mais racionais diriam se tratar de sentimentalismo tolo. Será?
Não será que ignorar a nossa necessidade de viver um amor que nos faça bem, que seja livre, incondicional não é o motivo pelo qual passaram a existir agências de namoro online? A necessidade de afeto, de amor está movendo uma grande roda financeira por trás de tais agências. Ao mesmo tempo que negam a importância de viver experiência tão maravilhosa em suas vidas, lotam perfis de busca por almas gêmeas.
É como se tivessem descartado todas as possibilidades em um plano real e com a falsa promessa de ajuda a expandir horizontes, divulgam perfis para alcançar uma gama maior de pretendentes e assim, talvez encontrar o tal sonhado amor.
Esse tipo de “empresa” sempre existiu, antes carregavam um rotulo de “negócio subversivo” às vezes confundidas com casas de tolerância, promoviam Blind Date’s entre seus associados por meio de pagamento para a inclusão em um cadastro. Com o crescimento acelerado e acesso cada vez mais fácil a internet, essas, e “outras” empresas de outros ramos voltaram seus olhos para um mercado cada vez mais em alta... A Carência.

É muito comum, nos grandes portais na Internet, encontrarmos, em algum canto do site ou em PopUp’s, anúncios bem chamativos, com a promessa de encontro do par-perfeito. Com seus bancos de dados recheados de fotos encontramos todos os tipos de pessoas, buscando as mais variadas formas do amor. Sim, o amor tem vários “formatos”... tantos quantos os grãos de areia existentes no mundo. E sei de casos que realmente deram certo vindo dessas agências. Mas foram poucos...

Olhar alguns perfis às vezes entristece bastante. O amor que algumas pessoas não acharam na vida real ainda o estão buscando na virtual... amores que tem que ter uma estatura adequada, uma rentabilidade aceitável, uma formação acadêmica de fazer inveja ao mais simples universitário. Amores com dotes físicos irresistíveis, seguindo o nosso “lindo modelo europeu” de beleza. Amores racionais. Nem se quer existe a menção em seus perfis do que fariam por amor assim, tão qualificado, apenas consta que, candidatos a vaga do coração, precisam preencher os requisitos.
Falando em requisitos, algumas pessoas não requerem nada, e não é porque entendem que o amor não sofre programação, que não é uma coisa que se escolha. É simplesmente pelo fato de que não se acham a altura de exigirem qualificações. Pessoas que não conseguiram preencher por completo seus perfis nesses “provedores” do amor... que por vários motivos, não obtiveram escolaridade ou sucesso na vida. Criam seus perfis, eliminam qualquer restrição, se mostrando receptivas a quem possa se interessar por elas.
A medida que o mundo avança, vamos trocando convívio humano por tecnologia, sufocamos nossos sentimentos enquanto virtualmente gritamos por socorro. Mas sem perceber trouxemos para o virtual nossos erros no mundo real. Impossível encontrar um amor idealizado, materializado em perfis compatíveis num mundo de rostos sem nome.
Sites de relacionamento amoroso, promovendo o amor condicional, preconceituoso, restritivo e cheio de barreiras. Quer conhecer pessoas? Ótimo serviço... quer amar e ser amado... permita...
Para amar, não é necessário buscar o amor e sim permitir.

16 de maio de 2008

Mudança & Agradecimentos

Estreando este novo TEMPLATE faço este primeiro POST em agradecimento a alguns Blogs que, graças a dedicação e boa vontade de seus proprietários, consegui fazer mudanças significativas aqui.


Blosque.com


Excelentes matérias e Post’s que dão medo! Com jeito irreverente e irônico mas, com muita confiança em suas palavras, a autora, Nospheratt, me fez perceber o quão escuro estava isso daqui!! (embora devo confessar que não segui a risca todas as dicas!) Se você está começando ou está perdido, dê uma boa olhada nestes Link’s:

10 Razões Pelas Quais Você NUNCA Vai ser Um Blogueiro e/ou Problogger de Sucesso

Top 15 - Erros Que Blogueiros Novatos Cometem… E Uma Dica



Templates Novo Blogger


Um blog muito bem elaborado, com recurso para Blogueiros, com muitas dicas legais! Belo trabalho da Ariane. E como disse, as coisas aqui não estavam tão claras, mas graças ao template que peguei, visualmente acho que ficou bem melhor!



Programasdanet


Tive uma certa dificuldade ao instalar meu template, um erro simples: “O modelo é inválido porque a tag 'div' aparece dentro da tag 'head'”, mais simples ainda a solução exposta aqui de uma forma muito bem explicada!



Usuário Compulsivo


Encontrei aqui, e devo deixar meu agradecimento a dica: “Citações com Destaque no Blogger”, se você chegou até aqui e nunca foi lá ( o que duvido muito...) não pode deixar de visita-lo.



Blog do Lenon


Mini Barra

Personalizando widget Arquivo do blog

Widgets personalizados do Blogblogs


Preciso dizer mais? Muito conteúdo... vários assuntos. Aliás, como todos os outros que me referi! Acredito ser parada obrigatória para os iniciantes!


A Todos, muito obrigado pelas dicas e desejo sucesso!

15 de maio de 2008

Notícias Que Não Gostaríamos de Ver

Ao passar pelo site MSN Brasil me deparei com a seguinte matéria: “Alexandre Nardoni está “abatido”, diz advogado” (detalhe para "Madrasta não toma banho de sol").




Pudera!!! Qual seria um outro possível estado de espírito que ele poderia ter, estando na situação em que se encontra? Achei a manchete no mínimo curiosa, afinal, seria de se estranhar se Alexandre estivesse feliz, por exemplo.

Não comentarei sobre o caso Nardoni, creio que a justiça fez a parte dela, encontrou culpados para o crime, a defesa insistentemente continuará lutando para provar a inocência do casal (como será possível, eu nem imagino) e nós, bom, continuaremos sendo bombardeados com informações hiper-relevantes como por exemplo, o estado de espírito de Alexandre, no cárcere.

Entenda que, não sou contra a divulgação de informação, pelo contrario, sou a favor. Mas o que não concordo é com a exploração incessante de uma noticia ou fato que acaba por nos deixar alienados.

Não estou sendo frio ou banalizando crime tão hediondo como foi este, alias, diga-se de passagem não é o único. Segundo uma pesquisa, cerca de 5 crianças são mortas por dia de forma hedionda, na maioria das vezes vitimas de abusos familiares.

Mas na maioria desses casos, nem investigação se faz, quando muito, duas linhas escritas em algum folhetim local. Isso é banalizar! E por que? Por que são de classes sociais menos abastadas? Por que não geram renda ao estado? Por que não possuem informação, educação para entenderem seus direitos? Por que a policia está despreparada e mal equipada para investigar esses casos? Por que nossos sistemas (legislativo, judiciário... etc.) mesmo com emendas, estão a tropeçar em si mesmos? Ou será que os direitos humanos... Putz... direitos humanos... deixa pra lá..

Enquanto a bola da vez é o aparente abatimento de Alexandre, e acho que se a esposa, também presa, espirrar logo saberemos, casos como o da empresária (!?!?) que torturava crianças em seu apartamento, a quadrilha composta por prefeitos mineiros favorecida pelo juiz federal que desfalcou o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e tantos outros, cairá no esquecimento.

Juro que eu iria terminar este meu POST aqui... mas não posso deixar de mostrar indignação com a noticia publicada em 07/05/2008 no site do jornal O Tempo, segue um trecho:


"Investigação sobre juiz federal poderá durar muitos anos"

Acusado pela PF de envolvimento na fraude, magistrado conta com regalias

EZEQUIEL FAGUNDES

O regimento interno do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, contém tantas brechas que o processo contra o juiz da 12ª Vara Federal de Belo Horizonte, Weliton Militão dos Santos, poderá se arrastar por muitos anos - até décadas -, com a possibilidade de nunca ter um desfecho. Acusado pela Polícia Federal (PF) de conceder liminares favoráveis à quadrilha do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em troca de propina, Militão foi afastado anteontem por um processo administrativo disciplinar. ... Continua...”


Aos que tiverem interesse, não deixem de acessar a matéria, que ainda diz que, enquanto o processo se desenrolar, o juiz continuará recebendo seus salários normalmente, algo em torno de R$ 24.500,00.

Pois é... por algum motivo que considero mórbido demais, o assassinato de Isabella abafou o caso dos fraudadores do FPM, e é ai que digo que ficamos alienados. Sem querer promover uma teoria conspiratória, a TV, principal formadora de opinião, talvez, sem perceber, afastou nossos olhares para casos como esse. Sinto por Isabella, sinto pelas crianças e menos favorecidos que não possuem o direito de se defenderem, mas observando por este lado, que considero controle das massas, sinto também por nós, que somos manipulados pela forma como nossos meios de comunicação transmitem a informação.

Devemos lutar por direitos de cidadania, pelo direito a vida! Mas devemos evitar de agir com uma mentalidade “medieval”, seguindo uma multidão de enfurecidos com tochas e garfos, para portas de delegacia ou residências alheias atrás de justiça. Opinião pública não é linchamento.

Buscar informação é o primeiro passo para melhorar a qualidade de vida. Rir, sobre manchetes de “abatimento” é importante, mas devemos saber separar o joio do trigo e impedir que a informação nos seja negada ou banalizada como tem sido.

Sem Valores

O mundo está mudando, somos os responsáveis por grande parte da mudança, estamos perdendo os valores... estamos banalizando a vida a nossa volta... dando pouca importância ao que realmente faz sentido, ao que realmente é necessário... ao que realmente importa.

Temo pelas crianças... eu só conheci o que era sexo aos 12 anos... e foi da forma mais suja que podia, depois veio as instituições e me fizeram ver que aquilo era um tabu, uma coisa que não devia ser discutida, falada... A criação de tabus nunca foi solução, apenas uma forma de se evitar o diálogo. Mas hoje nos importamos apenas em quebrar tabus, e seguimos surdos às perguntas que nos fazem, evitamos o debate de assuntos necessários ao entendimento.

As crianças de hoje, com cinco e seis anos sabem mais palavrões que eu quando tinha 10. As crianças de hoje não tem religiosidade... não conhecem Deus... crianças que vivem em um mundo mudado, com cenas fortes às 15:00 na TV mas, ninguém ao lado a orienta-las...

A violência é fascinante, virou parte da nossa rotina, ter alguém morto na porta de casa é sinônimo de circo.

Aonde estamos errando? Porque deixamos os valores de lado na única hora que realmente importam? Perdemos o elo com a nossa infância... passamos a não acreditar em mais nada, não acreditamos mais na beleza da vida e da humanidade. Não acreditamos mais em amizade e não acreditamos mais em amor...

Será que o fato de não acreditarmos mais seja o motivo de não ensinarmos nossas crianças a amar? Respeitar? Valorizar? Ou ensinamos, mas não passamos credibilidade?

Será que não ensinamos com medo que elas acreditem e depois quebrem a cara como nós quebramos? Então dizemos a elas que só podem contar com nós... mas de acordo com a ordem natural das coisas... nós morreremos primeiro... e o que será dessas crianças? Perderão a única coisa em que podiam confiar... ficarão sozinhas... sem referência... sem rumo...

É, são muitas questões... ficaria até chato levantar todas elas aqui.... como ensinar o amor se não o vivenciamos mais? Como falar sobre amizade se não nos dedicamos a nossos amigos? Como falar sobre sacrifício se não gastamos nem um segundo sequer do nosso tempo para com nosso semelhante? Como mostrar bondade, se não acreditamos que o mundo a mereça? Como falar sobre confiança, se o tempo todo estamos desconfiados e arredios....

Nós somos o exemplo e o espelho... como nossos pais foram... quisemos ser diferentes... mas temos "muito" deles...

Sim, nossos filhos terão muito de nós... e viveram a vida na época certa deles... e moraram no mundo que estamos construindo para eles... esse mundo de mudança...

Mundo sem valores... sem religiosidade... sem confiança... sem "entrega"...

Sem amor...

14 de maio de 2008

Sobre o Tempo

Hoje o tempo passou. Sinto cada ano da minha existência pesar o equivalente a 2 kg. levanto-me como se fizesse isso apenas para provar que ainda existe vontade, engano real. Busco sobre um emaranhado de recordações uma pequena agenda... à luz torta que teima em adentrar pela fresta vejo os nomes em páginas amareladas... penso em cada historia que aqueles nomes trazem... de coisas repetidas a originais, as imagens vão se formando... verdes campos refrescam a memória, atordoado percebo que só ficou lembranças...


"Insisto em resgatar sem confiança", e escolho aleatoriamente... teclo os números... a companhia telefônica transmuta meu desejo em pulsos fazendo soar a esperança por meio de uma campainha a alguns quilômetros adiante... alguém atende... peço para falar com o passado presente, e sou atendido... do outro lado uma voz conhecida reconhece a minha... não falamos sobre nada mas, deixei claro meu desejo de conversar sobre tudo ou mero algo, ou talvez nada. Nada do que foi dito valia a pena mesmo... ensaios, sobre tudo, vazio...

Segunda chamada, som alto e distorcido, deve ser uma festa ou comemoração. A pessoa que me atende não me escuta... às vezes acho que ninguém me escuta mesmo... quem procuro não está, sorte ou azar? Não tinha nada para falar.... melhor assim...

Continuo olhando as páginas sujas e amarelas, moldadas pelo tempo... um nome borrado, respiro e disco... do outro lado, ouço sinais de derrota, uma voz abatida me saúda, converso... vidas iguais, parece que estou falando com o espelho... nada de novo, sem novidades... agendo qualquer coisa para um futuro próximo que não vai chegar, desligo.

Suspiro e insisto, disco para o improvável, uma chamada para fora do estado... ele atende, surpreso, vidas desiguais... caminhos diferentes... prosperidade sem avanço... dor sem mascarás ou maquiagem... o assunto, qualquer um... não faz diferença, não afeta a nenhum dos dois interlocutores... lá fora, pequenos fragmentos de água caem empoçando em meio a relva... nostálgica a conversa se desenrola... pedaços de história se completam e se perdem... "Meus vinte anos de "boy, that's over, baby" o que será de nós de agora em diante? Pergunto... silêncio... solo infértil... nada mais há em comum... encerro.

Agora só há memórias... lembranças.... melancolia... "historias".... resta apenas caminhar para os 40... aonde cada ano passará a pesar 5 kg. estado letárgico da razão, o "tempo..."

Ainda estou ao telefone...

...mudo...

13 de maio de 2008

Sentir-se Intenso

Às vezes eu penso que ser como a maioria, sentir como os demais, seria melhor... Quantas pessoas hoje que conhecemos não se entregam, não se dedicam, vivem apenas em função de si mesmas. Não alimentam esperanças, não criam expectativas ao amor, não trabalham o abstrato, somente fazem o concreto...

Raul disse uma frase que marcou meu conceito de pensar: “Quem dera eu fosse burro, pelo menos eu não sofria tanto...”, sim, é verdade, gostaria de ignorar, de ser mecânico como a grande maioria, somente assim não veríamos descartados nossos sonhos, não teríamos nossas ilusões desfeitas, e procuraríamos desculpas em uma lógica fria e insensível.

Mas a necessidade de pensar me faz questionar, me faz perguntar sobre o que realmente é importante, sobre o que faz a diferença, e pelo fato de que permito meu coração decidir meus caminhos, chego à conclusão de que “... sem amor, eu nada seria...”.

Mas aonde se encontra a realização do inevitável amor? Até quando procuraremos um algo mágico que nos permita bem cuidar de um amor, e mesmo que ele termine, fazer do tempo que durou eterno? O que falta para assumirmos o compromisso? Você consegue entender que a ordem das coisas são: Objetivo Compromisso e Dedicação? Primeiro há que se buscar um objetivo... Encontrado deve se comprometer e feito o compromisso... Dedicar-se!

Mas até que ponto os seres humanos estão aptos a assumir um compromisso? E depois... Não é frustrante perceber que só você se dedica? Que só você cria momentos mágicos... E é deprimente, ao observarmos e vermos a nossa frente somente cobranças, julgamentos e situações em que nossos atos são submetidos sempre a uma avaliação... Nesse momento, geralmente somos comparados a outras pessoas... Somos comparados a experiências passadas, que conseqüentemente não deram certo... E acabamos nos sentindo inferiores à pessoa que amamos.

Conseguem matar o que de mais belo aconteceu em nossas vidas! Não sei se propositalmente, mas destroem nossos sentimentos por nada! Quantas vezes fomos destruídos? Ridicularizados? Rejeitados? E após esse doloroso momento, passamos a viver um vazio?

É estranho que seja mais difícil ser aceito pelo amor do que pela razão... É doloroso sentir a necessidade de ser aceito. Buscamos grupos, estilos de vida, pessoas a quem nos identificamos, queremos nos aproximar, fazer par ou grupo... essa necessidade de ser aceito, de fazer parte, é uma das coisas mais tristes que uma pessoa pode sentir... Esse sentimento de carência, ao mesmo tempo em que é terrível é lindo...

Mas quando digo que querer ser aceito é ruim, é porque não sabemos lidar com a rejeição!! Quantas vezes sentiu-se rejeitado? É muito difícil lidar com a decepção de investir em alguma coisa que no fim não deu em nada... Tentamos preencher um vazio... e acabamos com outro! Maior... mais faminto... assustador...

Até quando suportaremos viver assim? Será que são esses os motivos que fizeram com que muitas pessoas se tornassem frias, insensíveis? Será esse o nosso fim... “vivermos cheios de uma vida tão vazia”? Será que existe uma idade biológica, aonde a mudança de Emoção para Razão se torna mais evidente? Se existe uma idade... acho que perdi a vez, não consigo mudar.... sinto, e sinto forte em meu coração tudo que é destinado a mim, quando é alegre... é! Quando é triste... É, e é total! Quando é emocionante, é! E quase sempre vibrante! Porque permito que meu coração faça da minha vida intensa!! Intensidade é a palavra de ordem da minha vida!! Vivo realmente cada segundo como se este fosse o único, porque eu entendo profundamente o que significa não sermos donos do nosso destino, não termos conhecimento sobre o amanhã, porque ele não nos pertence...

E você? Perdeu a mudança biológica? Arrepende-se de ter tido seu coração despedaçado? De ter-se dedicado e depois vivido dores intensas? Você foge do seu vazio? Ou procura esconder-se dentro dele? Ou melhor! Você “busca” preenche-lo novamente com intensidade?

Eu não tenho intenção de mudar o mundo... já é suficientemente difícil mudar minha vida... mas entendi que nunca devemos desistir dos sonhos.... nunca deixe de se dedicar, e quando perceber que não está funcionando... dedique-se mais!! Mesmo que a outra pessoa não valha a pena... lembre-se sempre que enquanto houver sentimento da sua parte... VOCÊ VALE A PENA! Nunca deixe de se comprometer... será dolorido seu caminho... mas será intenso! Faça valer cada segundo, cada amor, cada sorriso...

12 de maio de 2008

Dias Perdidos na Escuridão

Espero ansioso o dia de sorrir ao acordar, mas ao pensar nisto, sinto mais distante esse dia, tento buscar o equilíbrio, manter a nevoa que encobre meus olhos cada vez mais densa, só assim evito ver o que realmente me circula, e consigo assim continuar a almejar o dia de amanhecer sorrindo.

Ah nevoa... protetora de minhas manhãs enigmáticas e solitárias, rodeado de sons me perco em pensamentos.... acordo antes do previsto... em verdade ainda não dormi, em meio a pensamentos confusos ensaio o despertar, sons... de um agito solitário... retribuição de atos praticados... por quanto tempo ainda ei de enfrenta-los? Não sei... a nevoa que me acompanha me impede de ver... ainda não sei por quanto durará... talvez dure até que termine... que se acabe... acho que gosto...

Tarde de desalento... pensamentos vem... pensamentos vão... sozinho de novo sinto começar o arder do fogo... velho companheiro... incapaz de um gesto altruísta... queima e me açoita.... desespero... tristeza... horas incontáveis... confiança que se foi... e talvez nem retorne... anda a exibir em gestos simples o símbolo da unificação agora sem sentido... não pelo fato de vagar sem direção... mas por evitar a confidência por preservação... egoísmo... mas entendo seus atos... não sofro mais por amor... não há dor... esse leve desengano acompanha meus passos... rastro da vida que resiste seguindo... omitindo... fantasiando...

Oh noite, a angustia é gritante... sem medida ou objetivo... sem algum motivo que seja... persegue-me feitos de um grupo... prendo-me ao pouco de dignidade que resta... acompanhando o ritmo das ações... faço minha parte imbuído de mínima esperança, que em algum momento, seguimentos de alegria me sejam verdadeiros! Juntos... desesperança, omissão e inocência... trio perfeito... nevoa que se dissipa... não vá... volta! Em meio a confusão dos ruídos que retornam, me sinto acuado como um cão... a espera de uma ação verdadeira... de um pequeno ato de piedade.... para fazer-me continuar... que verdade pode haver para mim que estou vazio... e essa angustia latente, chega a ser vibrante... qual seria a espera de viver por viver, sendo que cada dia é apenas mais uma repetição do dia anterior...

Madrugada adentra... clara é a visão... os sons se dispersam... na ausência das palavras, a mente é inundada de gritos... não houve nesta noite piedade... às vezes me sinto aliviado... sim, ainda há orgulho... mas não agora... porque nesse momento sinto a inquietude corroer... melhor assim... sem nevoas, vejo repousarem aqueles que, acredito merecerem... renovadas sejam suas forças e esperanças... mais próximo de mim, espero que alcance vôos mais distantes fora dessas paredes do cárcere, quero que voe alto e constante... para que finalmente eu possa dormir... pelo menos por hoje...

Sempre acreditei que podíamos ser do tamanho de nossos sonhos... ainda acredito... mas qual o tamanho de alguém que já não sonha mais... não deseja... que o mínimo que espera, sem direito, ainda lhe é negado... eu já não sonho mais... tento me resolver sozinho, peço silêncio ao interior de mim... busco no crepúsculo uma pequena gota de prazer fantasiado por outros... porque não mais sonho... e me esforço para me deitar antes do raiar, antes que a nevoa volte e torne minha noite em vão... porque também... não durmo mais...

11 de maio de 2008

A difícil Arte de Saber o Que Realmente Pensamos

Já se perguntou se o que você pensa sobre as coisas que acontecem a sua volta é realmente um pensamento seu? Dizem que vivemos em constante mudança e que é melhor termos várias opiniões ao longo da vida sobre um mesmo assunto do que termos uma opinião formada sobre tudo.

Mas será que as mudanças de opinião que temos não são apenas indícios de nosso envolvimento em outros grupos da sociedade? Será que ao longo de nosso crescimento nós apenas absorvemos dos grupos que somos obrigados a conviver a opinião de uma maioria, refletindo o desejo de sermos aceitos por estes?

Partindo do pressuposto que isto seja verdade, posso afirmar com convicção que não vivemos “mudando” mas sim em conflito, crescemos em conflito com 3 fatores distintos, a opinião absorvida anteriormente, a pressão que sentimos do desejo de sermos aceitos por aquele grupo que desejamos, pressão essa que traz vários outros aspectos provenientes de cada caso em comum e a opinião nova, proveniente da maioria deste grupo.

Sendo assim, quando realmente manifestamos o que realmente pensamos a respeito das coisas que nos circulam? Acredito que a resposta para isto esteja no momento exato em que sentimos essas coisas. Num breve momento entre a vivencia de uma experiência e a manifestação da razão adquirida pela convivência com os grupos nos tornamos verdadeiros. Mas a partir deste ponto vivenciamos o conflito, porque acabamos por evitar qualquer raciocínio próprio em prol desta razão adquirida (ás vezes esse ato de ignorar aquela voz interior que suplica por viver é feito de forma inconsciente), evitamos pensar por nós mesmos por várias razões, mas creio que os fatores principais sejam: a razão adquirida (ou burra como preferir) já possuir um pré-julgamento daquela situação, julgamento esse baseado no senso comum (uma “idéia” já concebida por uma maioria, ou minoria também, visto que acredito que somos “tribais”, uma idéia ou concepção comum a um certo número de pessoas) e claro, pelo simples fato de que queremos a aprovação desse grupo, dessa maioria... o desejo talvez instintivo de sermos aceitos pela “matilha”.

Freqüentamos esses grupos para não nos sentirmos solitários, para termos voz e vez, para podermos amar e sermos amados, para não sermos julgados (e muitas vezes julgarmos outras pessoas pelas regras do grupo)... e por tantos outros motivos que me perderia no assunto falando deles... buscamos justificar esse agrupamento, esse senso comum dizendo que encontramos afinidades que nos aproximam, que as qualidades e a forma de pensar desses indivíduos se assemelham a nós ou até a barbárie frase de que, “o santo bateu com o dele”, “meu anjo da guarda foi com o da outra pessoa” (formas talvez de se evitar o pensamento individual e justificar a aproximação de determinado individuo ou grupo)..

Somos seres influenciáveis, não existem dúvidas a respeito disso, basta uma pequena experiência para que algo mude nossa forma de ver as coisas, essas experiências podem ser ruins ou boas, mas nem sempre são plenas, a plenitude está em vivenciar algo por inteiro, na entrega, na busca pelo entendimento do que realmente sentimos ou queremos, na busca do conhecimento de nós mesmos. Mas viver na plenitude inclui riscos, riscos não permitidos por nossa razão adquirida, acabamos por viver coisas pela metade, em prol da aprovação de nossa razão adquirida que age como um órgão regulamentador de nossos atos, uma razão que nos permite viver pela metade e mesmo assim escondido, uma razão que impõe regras e que às vezes se faz de cega, deixando-nos viver algo novo ou diferente do que permite o senso comum apenas para poder renovar o controle sobre nós mesmos... e por incrível que pareça, quase sempre, a não plenitude de nossas experiências nos faz permanecer com o senso comum...

Viver se restringindo é como nadar com roupa totalmente impermeável, a experiência não é completa, a conclusão que você irá tirar desta experiência também não será completa... e consequentemente será moldada pela sua razão que se preocupa em tornar você um ser aceitável pelos grupos que você deseja. Se você criar coragem de mergulhar, mas por medo de viver você impermeabiliza-se, não poderá sentir a água, não saberá dizer com precisão se foi refrescante ou se a temperatura estava realmente agradável ou não, mas o pior disso é simplesmente não ter certeza se haverá outra oportunidade.