4 de novembro de 2008

Mudanças...

Certa vez escutei que as pessoas não mudam. Achei muito estranho pensar assim... é o mesmo que dizer que, se é ruim... será sempre ruim. Quem me disse isso, justificou que a mudança está na maneira como vemos as coisas... que uma pessoa não muda, o que muda é a maneira como vemos essa pessoa.


Continuo ainda achando muito estranho essa afirmação... mas concordo que a visão que temos do mundo ao nosso redor mude constantemente, mas o que realmente me chama a atenção é o fato de causarmos mudanças.


Eu tenho um amigo Lula Molusco, bom... na verdade eu tinha! Sim... meu amigo, que era conhecido no trabalho como um funcionário Lula Molusco, que estava sempre deprimido, insatisfeito... e tudo que há de ruim para ser ou sentir está renovado! Aparentemente encontrou "paz" em uma "religiosidade"... não dessas rigorosas, frias e cheias de regras... mas daquelas que buscam justificar tudo como sendo "parte do processo de aprendizado".


Não posso afirmar com esse exemplo se:



1º. Meu Amigo deixou de ser um Lula Molusco (Ele mudou...)

2º. Minha forma de vê-lo mudou.

3º. O novo caminho que ele resolveu seguir, causou uma mudança na vida dele, consequentemente mudou a forma com a qual eu o vejo, porque talvez ele mesmo tenha mudado ou quem sabe, nada verdadeiramente mudou...


O importante é que ele agora está feliz, er... hum... aceitando melhor a vida como ela é. Espero que está nova fase dure bastante, porque independente do "nível" em que houve a mudança... a verdade é que mudanças existem... e nesse caso, me senti afetado por ela.

7 de outubro de 2008

O Tempo Que Não Temos


Que bom seria se o tempo corresse a nosso favor! Infelizmente não é assim que as coisas funcionam...


Ultimamente não estou tendo tempo para nada. Mas afinal, quem está tendo? O tempo corre alheio às desventuras cotidianas. Estou tocando alguns projetos, nada muito importante... ainda! Mas com isso estou sem tempo para me dedicar às coisas que gosto, que me fazem bem! Gostaria de passar mais tempo aqui, escrevendo, como também gostaria de poder me dedicar mais ao meu curso de japonês... (que faço sem que ainda tenha encontrado uma utilidade para isso!!)


Recentemente aceitei um trabalho fora de minha cidade que tem me tomado muito tempo mas, acredito que será proveitoso no final das contas. Ainda tenho um caminho longo em busca de uma concretização profissional. Existem muitas situações pendentes na minha vida, e levará um tempo até que tudo se encaixe. Buscar crescimento na vida exige sacrificios, e meu tempo livre tem sido um destes.


Às vezes penso sobre o tempo que passou, as várias situações que vivi e as que deixei de viver... me arrependo mais do que não fiz. Embora tenha feito muita coisa inútil e desnecessária, principalmente entre 16 e 25 anos (época que prefiro chamar de “LIVIN' LA VIDA LOCA”) sinto que a grande maioria foi muito proveitosa. Vivi muita coisa nesse periódo que me deu uma base sólida a respeito de como seguir minha vida, na forma de ver o mundo a minha volta.


Há que se aproveitar bem o tempo, “o tempo é tudo que temos”. Gostaria muito de ter mais tempo... mas certamente, se o tivesse, mesmo assim, ainda não seria suficiente! Ser intenso ao viver as coisas que lhe dão prazer é uma maneira gratificante de se aproveitar bem o tempo que se tem. Lamentar o tempo perdido é apenas mais uma forma de se perder mais tempo. Passar tempo demais envolto aos problemas e adversidades, além de dificultar o encontro da solução necessária, apenas trará mais atraso.


A grande diferença entre as pessoas que vivem a vida e aquelas que apenas passam pela vida está na maneira com a qual, imbuídas de coragem, buscam intensificar suas experiências, aproveitando ao máximo o tempo que possuem.

5 de setembro de 2008

Telejornalismo - Informação ou Opinião?

Para onde caminham nossos meios de comunicação, em especial a área de jornalismo? Há um tempo atrás havia uma padronização nos telejornais, costumavam ser duas edições, divididas em tarde e noite, aonde a maioria dos canais abertos concorriam pela audiência, mantendo o mesmo formato na apresentação das matérias.


Sempre achei cansativo esse modelo de jornalismo, pessoas sisudas, apresentando de maneira uniforme os principais acontecimentos da região, país ou mundo. Nunca aceitei que para passar credibilidade um jornalista ou repórter deva parecer um boneco sem vida. Acreditava que um jornal não precisava ser, necessariamente chato, para ser verdadeiro e transparente.


Eis que surgem os telejornais extremamente regionais, com uma linguagem popular, voltados à população carente que, honestamente mais parecem programas de auditório. A bancada dos apresentadores deu lugar a um “palco” aonde o apresentador anda de um lado para o outro se exaltando a cada noticia apresentada! O sensacionalismo volta com tudo nesse modelo que cativa cada vez mais a audiência.


Há telejornais que sorteiam prêmios (dinheiro, ingressos para espetáculos...) para seus telespectadores, outros fazem uso de “personagens” para conquistarem audiência, e alguns apresentadores são verdadeiras máquinas de disseminação do ódio.


Não me preocupo com o fato de um telejornal se transformar em circo. Aonde o apresentador quebra moveis, chuta computadores, e esbraveja para demonstrar sua indignação. Me preocupa o fato de que, ao invés de informação estamos absorvendo opinião. Já me peguei irado com noticias envolvendo crimes pelo simples fato do apresentador ficar gritando “vagabundo”, “marginal”, “monstro”... não nego que nesse momento de ira odiei o “suspeito” da reportagem pelo crime apresentado! Fico pensando o que essas palavras repetidas infinitas vezes na tv, durante uma reportagem criminal, pode fazer na cabeça de muitas pessoas. Principalmente daquelas que, munidas de paus e pedras correm para a delegacia para linchar o até então “suspeito”. Isso, definitivamente não é formar opinião!


Falando em suspeito, recentemente um rapaz foi preso acusado de ter estuprado e matado duas mulheres. Uma equipe da imprensa acompanhou o caso. Durante a exibição da matéria em um telejornal local, o apresentador não poupou esforços para que o “suspeito” (lembrando que: inocente até que se prove o contrário) fosse praticamente enforcado! Pois é... duas semanas depois, a polícia encerrou as investigações e prendeu o verdadeiro culpado... Não preciso dizer que a vida de nosso “suspeito” inicial acabou...


Esse tipo de jornalismo, que está também presente em outros meios de comunicação, é abusivo e manipulador. Eu penso que um jornalismo verdadeiramente interessante está longe de ser esse circo, mas não precisa ser chato e cansativo, cheio de mensagens subliminares também. Há muito ainda que se mudar no mundo... e para que haja mudanças é necessário informação... limpa, direta e principalmente... imparcial!

1 de setembro de 2008

Jardim de Infância - Jardim da Vida

Acabei de comprar um livro que estava doido para ler... "Tudo que Eu Devia Saber Aprendi no Jardim-de-infância". Ainda não li o livro, mas o titulo me fez relembrar meus momentos na escolinha. Certamente uma das épocas mais marcantes, quantas lembranças agradáveis! E me sentindo um pouco nostálgico, resolvi escrever um pouquinho.


Embora não há como relatar todo o meu período no Jardim, ao me recordar, percebi que muitas coisas que eu realmente devia saber como, dividir, respeitar, amar, superar, insistir, conviver, lutar, etc... tinha aprendido mesmo no Jardim-de-Infância! Pena que a adolescência me tirou boa parte desses ensinamentos... (mas os resgatei mais tarde...)


Meu primeiro amor platônico veio precocemente, no jardim de infância... ah... aqueles cabelos dourados me encantaram. Vibrava com pequenos momentos que às vezes dividíamos juntos, eu, extremamente tímido, passava muito tempo a observar-la, como ela era popular! Era filha do dono do salão, o único unisex da região... não gostava de cortar cabelo lá... mas passava às vezes na porta, quando saía com minha mãe, e ficava ansioso para vê-la. Engraçado como percebia, já naquela época, a diferença social entre nós... naquele momento confirmava-se a minha sina com as donas de cabelos amarelos.


Meu primeiro grande amigo! Também foi no jardim de infância! Estávamos sempre juntos... inclusive nos castigos... fui muitas vezes para o canto ao lado do quadro negro... ficar com a cara na parede... eu de um lado... ele do outro, era difícil manter a seriedade, mesmo de castigo, éramos palhaços assumidos. Quando o castigo era maior, ficávamos trancados no banheiro durante o horário do recreio... era um banheiro limpo mas pequeno... e às vezes, juntava-se a nós mais um ou outro, colocado lá para repensar as atitudes.


Também foi no jardim que passei pelo meu primeiro vexame publico (o primeiro de muitos!!) rasguei as calças no escorregador (hoje, agradeço a Deus que tenha sido somente as calças), fui para casa com os "fundilhos" à mostra! Não conheço ninguém que não tenha tido alguma experiência traumática no jardim... Mas, era questão de poucos dias para superarmos a dor da humilhação ou para que alguém nos substituísse no hall da vergonha... me lembro vagamente de também ter feito xixi nas calças...


Participei de uma peça de teatro, não me lembro mais qual era, apenas me lembro de ter feito o papel de sol, tive apenas duas experiências teatrais... na segunda fiz o papel de... "mato"!?!?!? Sim... eu fui também o mato... :-) Descobri que representar não era bem a minha praia... ótimo, porque eu também não gostava!


Era gostoso ir para o jardim... era um bombardeio de sensações... o inicio do convívio social, as brigas por pouco ou por nada... os estímulos visuais! Paredes cheias de desenhos carregados de cores fortes e personagens sorridentes, o cheiro do Giz de cera e o odor forte de álcool que vinha do mimeografo. A alegria em ver se aproximar o carimbo, sempre com dizeres alegres do tipo, você brilhou, que mancharia o caderno com uma cor viva como o vermelho. Sem falar no carinho e afeto das "Tias" que teimavam em nos abraçar mesmo contra nossa vontade. As pequenas excursões e passeios que fazíamos... descobrindo um mundo novo, experimentando um sentimento de liberdade e euforia...


Tudo era festa... Dia do Índio, Dia da Bandeira, Dia das Crianças... e até os dias comuns...


"Comecinho de Vida" era e ainda é o nome dessa escolinha que frequentei... aonde dei meus primeiros passos para a vida. Me desviei muito do que aprendi lá, mas nunca me esqueci. Aprendi lições importantes que, talvez se tivesse aplicado desde o inicio, certamente teria tido uma vida mais feliz e tranquila.


Sobre o Livro

Tudo que Eu Devia Saber Aprendi no Jardim-de-Infância


Sinopse (Retirada de: Cia dos Livros)


Comparado a clássicos como O pequeno príncipe e Fernão Capelo Gaivota, este livro reúne textos curtos, crônicas líricas e bem-humoradas que lançam uma luz sobre o cotidiano. Revelando o que há de nobre nas pessoas comuns, o que há de grandioso nas situações banais, Robert Fulghum toca o coração do leitor e desperta nele uma nova percepção. Os temas dos textos são os mais variados - o prazer da comida da infância reencontrado num bar de beira de estrada, a surpreendente sabedoria de um velho sapateiro judeu, o escandaloso amor dos guaxinins, o menino surdo que no outono recolhe as folhas caídas das árvores, a experiência metafísica proporcionada pela lavagem de um cesto de roupas sujas.

27 de agosto de 2008

A Impossibilidade de se Ver Adiante

Será que o fato de não podermos ver adiante em nossas vidas é realmente um fator limitador na busca pela felicidade? Não conheço todas as músicas do Lenine... mas fiquei pensando em uma de suas canções (das poucas que conheço).


"Meu amor o que você faria?

Se só te restasse esse dia?

Se o mundo fosse acabar

Me diz o que você faria..."


Percebo que esta é uma pergunta que não poderia ser respondida racionalmente. É preciso muito mais que a razão para entender uma situação assim. Mas mesmo assim não deixa de ser uma pergunta válida! Infelizmente, a maioria esmagadora não tem condições de responder. A incerteza do termino de nossa existência faz com que a ignoremos. Preferimos a segurança das certezas que já temos a perder tempo pensando em coisas que não teremos certeza.


Particularmente, eu não acredito em certezas... ter a certeza de que algo dará certo, que alguma coisa funcionará é jogar com a sorte. É o mesmo que adivinhar o futuro... a única certeza que tenho é que um dia, vamos deixar esta existência.


Mas estranhamente vivemos nossas vidas como se estas não fossem acabar... ou como se a longevidade humana fosse bíblica... algo na casa do 500 anos... essa equação que transforma 75 anos em 500 talvez seja o motivo para deixarmos tanta coisa para depois.


Quem sabe Rogério Flausino não esteja correto? Será que realmente:


"Vivemos esperando

Dias melhores

Dias de paz, dias a mais

Dias que não deixaremos

Para trás"


Não acho que quem espera sempre alcança... não acredito que o tempo é o senhor da razão, talvez a verdade seja que quem espera sempre se acomoda. A espera só é valida quando se sabe exatamente a hora de agir. Eu posso esperar pelo meu programa de tv favorito, pois sei exatamente quando ele começa. Algumas coisas se iniciam após outras... sabendo quando determinada situação terá fim é que poderei iniciar um novo ciclo...


Mas por que esperar para viver o que nos faz bem? Por que aceitar tantas regras impostas na nossa busca por momentos felizes? Por que tantos empecilhos?


A pergunta exata é: "E se só te restasse esse dia?"

25 de agosto de 2008

Releituras

Ler é um hábito saudavel, um ato que nos transporta para um novo mundo. Como é gostoso ler um livro e de imediato nos identificarmos com algum personagem. Li muitos livros no começo da adolescência que me deixaram boas recordações! Aventuras que vivi apenas lendo.


Pensando nisso me lembrei do Filme "A História Sem Fim", aonde o menino Bastian ao ler o livro, era transportado para o mundo de Fantasia para reescrever a história. Eu assisti também às 2 sequências, mas confesso que achei o primeiro melhor! Além da mensagem que há em cada filme, existe uma que eu não me esqueci.


"... Este não é um Livro comum... a história muda cada vez que você a ler!..."


Hoje pensando melhor sobre isso chego a conclusão que muitas vezes não estamos prontos para "aceitar" ou entender novos pontos de vista, novas reflexões, que tudo depende do "momento" em que nos encontramos. Sendo assim, existirá uma grande chance de que, ao ler novamente algum texto, tenhamos uma nova visão ou compreensão daquela mensagem ou até mesmo um entendimento próprio, baseado em nossa própria reflexão.

Ler de novo um livro que marcou nossa memória pode vir a se tornar uma nova descorberta. Isso é explorar a nossa capacidade de reaprender, de olhar por outro ângulo. Que sempre podemos aprender, mesmo que a mensagem seja antiga.


Um livro fantástico que li há muito tempo foi "Fernão Capelo Gaivota".



Dono de uma mensagem tão simples e ao mesmo tempo tão necessária, o livro trata de sonhos, superação, busca da identidade e aceitação.

16 de agosto de 2008

Música - Manifestação dos Sentimentos

Para viver é necessário sentir, mas a cada dia caminhamos para a frieza, vemos a cada dia a banalização das coisas se tornarem mais evidentes, a violência deixou de ser "fascinante" ou assustadora para se tornar apenas um fato comum e rotineiro.


A sensibilidade não é um dom, é um aprendizado! A sensibilidade no torna capaz de entender (mesmo que não compreendamos) os problemas alheios. A sensibilidade é o que nos faz sentir intensamente o mundo a nossa volta, que aguça nossos sentimentos. E na minha pequena visão, somente com os sentimentos "à flor da pele" é que realmente tornamos fantásticas nossas experiências!


As artes são a materialização de sentimentos. A expressão máxima originada da sensibilidade. Cada um se expressa da maneira que melhor flui seus sentimentos.


A música é sem dúvida uma das expressões mais ricas em sentimentos. Gosto muito de teatro, cinema, sou apaixonado pela obra de Frida Kahlo, adoro literatura, mas vejo na música uma ancora para as lembranças... às vezes "de tudo que eu ainda não vi". Para mim, a música tem o poder de marcar! Mais até que as lembranças... escutar uma música que fez trilha sonora de um momento vivido é resgatar todas aquelas emoções (às vezes sofridas). E o engraçado é que esse resgate emocional se dá mesmo que a situação que vivi já não faça mais diferença em minha vida.


E foi com esses olhos que assisti na quarta feira dia 06 ao programa Astros do SBT. Tenho acompanhado o programa para ver as composições, novas criações. Tenho gostado muito! Mas alguém me chamou atenção! Não pela forma com a qual se apresentou, mas pela simplicidade e beleza da composição. Eu realmente fiquei emocionado com a apresentação da Chris Carvalho. Lindo!






A beleza das coisas está na sensibilidade com a qual vemos. Dotados de sensibilidade, encontramos alegria nas pequenas coisas que compõem nosso dia-a-dia. A violência, o descaso, a banalização causada pela mídia nos deixa cegos. Mas basta procurar dentro de si que encontrará a sensibilidade necessária para sentir. Viver só é pleno quando inundado de sentimentos.

15 de agosto de 2008

Imagem - Reflexo Nem Sempre Verdadeiro




Imagem não é nada, já dizia a velha propaganda daquele refrigerante... embora deva discordar que outro liquido qualquer possa realmente "matar" a sede senão a água...


Meu avô sempre dizia que a única coisa que a pessoa tem é o "nome", que por mais que se acumule bens na vida, o que realmente irá importar no final das contas é a forma como somos vistos, a forma como falam de nós. A nossa reputação nos precede. E nem adianta tentar dizer que não se importa pelo que os outros falam de nós, porque em verdade nos importamos sim! Aqueles que não se importam, na maioria das vezes se julgam superiores àqueles que dizem algo. É comum ouvir coisas do tipo: "Não ligue para o que falam "fulano", você é superior a isso..." ou, "Quem é "beltrano" para falar algo de mim?"... pois é... quem é, né? Mas acho que a pergunta certa seria, quem sou eu para pensar que o que outras pessoas falam não me abalam ou influenciam? Será que sou realmente tão superior aos outros ao ponto de me tornar inatingível?


Independente dos motivos que levam alguém a falar em prol ou contra nós, a verdade é que isso influência diretamente na forma como somos vistos, na maneira como nossa "imagem" é construída! Classificações como fofoqueiro, encrenqueiro, mentiroso e ladrão com certeza causam danos, às vezes irreversíveis dependendo da situação em que forem empregados.


Não existe uma formula exata para evitarmos que essas coisas aconteçam. Pessoas que gostam de conversar pelos "cotovelos" estão em todo lugar... não há como fugir disso. Existem várias leis de proteção a integridade moral, muitas vezes nos valemos delas para nos defender. Mas quando chega o ponto de recorrer a uma medida dessas é porque o caldo já entornou, e por mais que tenhamos razão, ficará ainda a mancha. O que é falado de mal causa alvoroço e estardalhaço, mas o que nos falam de bem... quase ninguém escuta.


Independente das relações humanas e da imagem de cada um, o que realmente me incomoda é a responsabilidade, ou melhor, a irresponsabilidade que muitas pessoas tem com a sua imagem. Um bom exemplo disso acontece agora com a chegada das eleições! Começam os comícios, promessas que não serão cumpridas, já ouvi até políticos prometerem realizar ações que, mesmo que se elejam, não conseguirão. Ações cabíveis apenas ao poder judiciário. Mas o povo em sua eterna alienação e, claro, na busca por esperança, acredita. O que torna impossível a mudança é que entendemos que "esperança" é um sinônimo de "esperar" ou melhor, esperar com fé. E por isso nos sentamos e esperamos com fé que aquela "imagem" política irá mudar alguma coisa. Ajudamos a construir aquela imagem... dizem que o retrato do povo são os seus representante legais. Talvez por isso eu odeie tirar foto.


Esperar com fé... é, talvez eu me sente na calçada na esperança que aconteça algo de novo em minha vida... mas creio que a única coisa mais provável seria que eu fosse atropelado. (Atualmente os veículos parecem preferir trafegar pela calçada.)


Ah! Existe ainda aquele tipo de pessoa, muito conhecida na regional aonde mora, detentora de uma imagem de bom cidadão, trabalhador, honesto que costuma participar amplamente nas campanhas de determinados partidos. Novamente na esperança (vide: "esperar sentado e com fé!") de estar favorecendo a comunidade, emprestam sua "imagem" de pessoa integra para defender os interesses de outros (quando com sorte, ao invés de empréstimo, vendem a imagem). Vender a imagem é um bom negócio! Você trabalha a vida toda, constrói um "nome" e, depois... vende! Afinal de contas... Não existe responsabilidade! Não haverá qualquer retaliação a minha imagem caso o "produto" que a tenha estampado não der certo!


Não ficarei falando de política. Já "militei", conheço pessoas que me contaram histórias incríveis sobre os bastidores da falcatrua, vi presidente ser eleito por que tinha uma "imagem linda"! (bom, gosto é gosto...) na verdade... Acredito que mesmo que alguém tenha boas intenções ao ingressar na política, nada poderá fazer... Uma maçã dentro de uma sacola de outras frutas estragadas com certeza apodrecerá também. Tenho uma solução básica e simples para resolver esse problema... muito simples mesmo (boba até!)... é uma solução radical, mas isso não é assunto para agora...


Falando em venda de "imagens" sem responsabilidade... fico abismado como existem inúmeros bens de consumo com a imagem de pessoas públicas... Basta entrar no supermercado e está lá! Prateleiras lotadas de itens com fotos de algum artista consagrado. Fico me perguntando se realmente tal pessoa, famosa, praticamente uma celebridade utiliza mesmo aqueles produtos. Fico observando como é tão fácil endossar um produto... basta participar de alguma campanha publicitária, ter um bom agente, chegar a um acordo financeiro agradável, assinar um contrato... e pronto! Caso o produto seja uma farsa... ou pior, prejudique de alguma forma o consumidor, apenas a empresa fabricante daquele produto será responsável!! E nessa hora, cadê o "famoso"??


Vivemos num mundo de ídolos... a todo momento tietes correm desesperadas de um lado para outro atrás de uma caligrafia ordinária em um bloco de recados... se vangloriam em seus fã-clubes dos garranchos rabiscados em pedaços de papéis amontoados e exaltados como troféus.


É claro!! Não entendam-me mal!! É muito importante enaltecer o trabalho, a arte e a humanidade das pessoas! Ser fã do trabalho de alguém é muito saudável, muitas vezes a arte criada por alguém nos serve de fonte de inspiração!


Mas o que quero dizer é que, as pessoas que vendem suas imagens impulsionam as vendas desses produtos, Mas em suma, não possuem nenhuma responsabilidade. Sem perceberem ajudam a manter um mercado vicioso por endossarem coisas ou pessoas que, não fazem a menor idéia do que ou de quem sejam! Aonde está a responsabilidade destas pessoas com seus fãs?


Uma vez fui a um "showmicio" (ok, política só mais um pouquinho), Após o mesmo blá-blá-blá de sempre, o candidato trouxe ao palco improvisado uma dupla sertaneja. Bom, a dupla elogiou o político, abraçou! Falaram bastante sobre os "pobremas" que teriam solução... (e repetiram "pobremas" várias vezes...) e no final do pequeno discurso um dos cantores disse que se o "Fulano" fosse eleito prefeito, muita coisa iria mudar para melhor!! (um pequeno detalhe... o "fulano" era candidato a Deputado Estadual)... Bom, esse erro foi corrigido minutos depois da gafe, mas na ocasião, não me espantei com o português bem falado da dupla, nem com a ignorância que demonstraram não apenas ao errarem o cargo do candidato, mas também por serem evasivos sobre os tais "pobremas" da região... afinal de contas, eles não estavam ali para discursar... e sim para endossar a candidatura... e foi isso que fizeram. O que realmente me espantou foi como a campanha "publicitária" que este candidato fez o elegeu! A maioria do povo o elegeu pelo simples fato de que várias "imagens" o apoiaram...


Mas e quando acontece algum problema? Aonde estão estes “endossos”? Essas "imagens"? Talvez gastando o dinheiro ganho de seu "cachê"... Eu sei disso... Eu sei que isso acontece... programas de tv que recebem dinheiro para promover câmeras digitais de péssima qualidade, aonde o anunciante insiste em dizer que você pode até estar morto que mesmo assim não haverá restrições para que a venda seja feita (e muitas vezes ajudado pelo apresentador do programa!). Eu vejo isso acontecer... acredito que você também veja... Mas a grande maioria está cega a esses fatos.


Usamos o famoso detergente que limpa mesmo com uma gota diluída em 2 litros de água, as tintas de cabelo que tem a foto da dançarina das pernas grandes, a câmera campeã em reclamações na internet que custa quase o triplo de uma de marca famosa. O shampoo!! Ah, o shampoo... que promete mundos e fundos aos donos de cabelos crespos, endossado por alguém que, devido à etnia européia, com certeza nunca usou!! Usamos produtos endossados por pessoas que embora afirmem a eficácia de determinado item, não possuem outra função que não seja a de "alugar" sua credibilidade a produtos com o uso de sua imagem.


Será que usamos bem a nossa imagem? Será que realmente não nos importamos com a imagem que fazem de nós? E a imagem que passamos às pessoas que devemos algum respeito e ou educação? Ou no fim a propaganda é que está certa... afinal, "Imagem não é nada, sede é tudo..."

11 de agosto de 2008

O Valor das Idéias

Pensar, raciocinar, é um dom, presente divino dado a nós, seres humanos. Do pensamento livre criamos nosso mundo, definimos quem somos e como vemos e ou reagimos às coisas. Do pensamento vem a necessidade de expressão. Expressar o que pensamos e sentimos é vital para o amadurecimento humano. Colocar nossas idéias em contraste com outras nos torna analíticos. Usamos a arte para transformar em concreto o nosso pensamento abstrato.


Mas é interessante ver que poucas pessoas tenham coragem de defender seus pontos de vista. Às vezes por medo de represálias. Quando me refiro a retaliações por causa do que pensamos, não quero dizer sobre pensamentos cotidianos, como gostos por cores e sabores. Existe no âmago de cada um uma consciência livre, ora travessa, ora séria, mas sempre honesta que busca nexo no raciocínio que faz por meio de reflexão.


Estranho é, que após algum reconhecimento pessoal, algumas pessoas começam a experimentar a liberdade de dizer o que pensam. E fortalecidas nesse reconhecimento, muitas das vezes não merecido, iniciam um “chuva”de besteiras. Falam absurdos imensos apoiadas por uma legião de surdos que sequer procuram entender o que foi dito, simplesmente aceitam devido a origem dessas palavras, afinal, partiu de alguém que recebeu reconhecimento, que detém algum tipo de status. Idéias essas, muitas vezes contraditórias ao que julgavam ser o certo, mas dado que tal pessoa que proferiu “aquelas” palavras é alguém público, as “besteiras” passam a significar a verdade absoluta e indiscutível.


Ainda há aqueles que se valem do anonimato, da segurança de não terem suas idéias rebatidas, para “gritarem” aos quatro ventos idiotices sobre assuntos que mal conhecem. Algumas dessas pessoas nem se deram ao trabalho de pensar a respeito, apenas repetem o que ouviram, e muitas vezes acabam dizendo coisas absurdas. Existem também outras pessoas que, por vários motivos, são manipuladas para se tornarem portadores da opinião de alguém que, além de disseminar uma idéia que não tem coragem de expor, ficará por trás das cortinas vendo os acontecimentos desencadeados.


Talvez tenha ficado um pouco vago o que quis dizer, mas sei que “todos” já perderam algum amigo por “idéias” disseminadas por alguma mente cruel. Boatos e ou verdades envolvendo nosso nome, feitos unicamente para magoar alguém são acontecimentos muito comuns em nossa vida. Por muitas vezes nos calamos por temer o que poderá acontecer caso digamos o que realmente pensamos de determinada situação.




"Cogito, ergo sum" (Penso, logo existo) René Descartes, filósofo, físico e matemático francês, "o criador da filosofia moderna" e "pai da matemática moderna".


Ok, eu sei que quando Descartes disse essa frase, ele se referiu a prova da existência do próprio eu. Mas farei uso de uma outra interpretação, ou melhor... vou completa-la! Se “penso, logo existo” então seria certo dizer que, “se existo, mas não digo ou manifesto o que penso, logo não vivo!”.


Falamos muito, mas dizemos muito pouco... vivemos com receio (e ou medo!) de dizer o que realmente pensamos... E muitas vezes somos ridicularizados após manifestar uma idéia. Mas interessante é observar que basta se tornar famoso, célebre, popular para termos nossas idéias aceitas como parte de alguma verdade. Isso sim é assustador.


Mesmo grandes pessoas tiveram medo de expor suas idéias. Carlos Drummond de Andrade, poeta mineiro, formado em farmácia, com obra publicada em 13 línguas, inclusive em latim e braile. Dono de uma biografia fantástica, teve após a morte mais alguns livros publicados, entre eles O amor natural" (poemas eróticos).



Fico pensando se este livro realmente seria publicado caso Drummond ainda vivesse... não posso afirmar nada, mas me lembro bem do ano de 1992, da publicação do livro pela editora Record... porém, a lembrança que tenho mais forte é a das críticas que o livro recebeu.


Direi aqui que, a poesia pode ser extraída de qualquer visão que se tenha... de qualquer pensamento ou sentimento... basta para isso se expressar... mas o que é bem curioso é que, se fosse eu que tivesse publicado tal livro... com o mesmo conteúdo, ou melhor, se fosse eu que tivesse a chave da casa de Drummond, e tivesse entrado em sua residência, recolhido esse material e publicado em meu nome... ai as coisas teriam sido totalmente diferentes... O status que Drummond alcançou em vida lhe deu o privilégio de ter publicado este livro... e tenho certeza que seria um sucesso mesmo se este tivesse sido publicado quando o poeta ainda estava vivo. Mas se ele fosse apenas mais um qualquer... AH, com certeza seria reconhecido apenas como mais um velho tarado.


Assim são as idéias. Uma idéia não manifestada não passa de um mero pensamento preso, que em breve será esquecido... uma idéia lançada ao vento está sujeita a interpretação. Agora, dependendo de quem a pessoa é... ou o que ela faz na vida... não precisa pensar, raciocinar... apenas dizer alguma bobagem...


Minha cabeça fervilha a cada momento de pensamentos e idéias, algumas me sinto livre para expressar... mas a grande maioria não pode ser dita de qualquer maneira, não pelo fato de que não tenha coragem... muito pelo contrario... pago um preço muito grande pela coragem que tenho... mas sim porque não podem ser ditas sem o prévio conhecimento de quem as escuta. Infelizmente não encontrei muitas pessoas aptas a me escutar.


A grande maioria das pessoas quando escutam coisas que não fazem parte da realidade delas tendem a classificar estas idéias como subversivas, errôneas, ou devaneios. Mas há que se saber que uma idéia guardada é uma semente que não germinará. Homens morrem... mas as idéias permanecem...

12 de junho de 2008

Dia dos Namorados

Passei por algumas páginas para ver o que as pessoas estavam escrevendo sobre o dia dos namorados... fiquei impressionado com tamanha qualidade literária dos textos que li. Textos reflexivos, cheios de sentimento e alguns textos céticos a respeito do amor.



A verdade é que, o amor por ser tão controverso, fica claro a impossibilidade de representa-lo em palavras mas, a necessidade de expressa-lo, de senti-lo faz com que humildemente tentemos, embora não tenho receio em dizer que a humanidade se encontra cada vez mais distante dele.

Cada um tem sua visão do que é o amor. Alguns o subdividem em categorias (amor fraternal, maternal...) transformando o sentimento único do amor em vários tipos de amor. Quando na minha verdade o amor é indivisível.

Não falarei a respeito do amor... nem sobre o Dia dos Namorados e suas supostas origens, sua ligação com o dia de Santo Antonio e a perda do verdadeiro sentido do Dia dos Namorados. Nessa data de hoje, as pessoas estão inspiradas! Existem muitos Post’s lindos espalhados na rede, então apenas colocarei dois exemplos do que o amor significa para mim.

Biblicamente falando, o controverso apóstolo Paulo em sua carta aos Coríntios o definiu da seguinte forma:

Nota: Em duas de três Bíblias evangélicas que encontrei, a palavra “caridade” estava substituindo a palavra “amor”. Em nenhuma Bíblia católica que pesquisei, encontrei essa diferença. Embora caridade também signifique amor ao próximo... acho que fica elas por elas!


I Epístola aos Coríntios

Cápitulo 13

1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8 O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.


Embora Oswaldo Montenegro não faça parte do meu repertório, não posso deixar de lado uma música (mais se parece com um poema) que meu amigo Wolf me apresentou a um tempo atrás...


Metade

Oswaldo Montenegro

Composição: Oswaldo Montenegro


E que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
E a outra metade é saudade.


Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora

Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso

Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.


Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.


Não vou dissertar sobre essa canção, não cometerei este pecado. A grande maioria de nós é frente e verso em quase tudo, mas no amor somos inteiros, mesmo que muitos ainda não saibam amar.



Dia dos Namorados... uma ode ao amor.

10 de junho de 2008

A "Expressão" Necessária


As artes tem grande importância em nossa vida. Por meio delas geralmente expressamos nossos sentimentos e reflexões sobre varias coisas que nos cercam. Talvez essa necessidade de expressão por meio artístico seja um grito angustiado por muitas vezes não termos como nos expressar no nosso dia-a-dia. Essa forma de expressão está presente no mundo desde o inicio. Na escrita, na música, nas artes plásticas, esculturas, cinema...


Conheci algumas pessoas que foram categóricas em afirmar que se expressavam melhor compondo ou esculpindo do que se relacionando com outras pessoas. Realmente é bem difícil buscar a compreensão de outras pessoas. Um bom exemplo disso são as opiniões que as pessoas muitas vezes expressão sobre um assunto sem ao menos conhece-lo ou tê-lo vivido.


Estava pesquisando recentemente sobre “protelação”, um mal muito comum nos dias de hoje, inclusive sofro disto. E fiquei um tanto irritado com as opiniões expressadas por algumas pessoas. Não demonstrei minha irritação, procurei, pelo contrario, entender o ponto de vista alheio. Interessante foi ter “ouvido” palavras como “organização”, “método”, “determinação” e outras palavras de ordem como se esse mal fosse relacionado a preguiça, força de vontade, desânimo e coisas do tipo.


Buscar uma forma de expressão, no meu humilde ponto de vista, é superar uma pequena dificuldade de ser compreendido, aceito, entendido. Ao não obter resposta ou compreensão para nossos anseios, buscamos outras formas de nos expressar. A exemplo disso temos a internet, que transformou-se numa grande galeria de arte e expressão. Basta procurar por um poema, centenas de milhares de páginas serão exibidas com alguma poesia, na grande maioria expressando amor ou dor. Milhares de fotos espalhadas na grande rede exibem belas imagens da vida real, que expressam natureza, lugares, fatos vividos, doces lembranças... às vezes doloridas.


Há todos os tipos de pessoas que se expressam... Aquelas que expressam sentimentos e desejos sem perceber que estes fazem falta em sua vida, aquelas que expressam demais até, estão tão expostas como revistas em consultório médico. E temos ainda aquelas que ainda não conseguiram encontrar um meio de se expressar, de se comunicar.


Toda forma de expressão é válida! E a valorização de alguma arte expressa é gratificante ao criador, não por questões de ego, mas pelo simples fato do pensamento em comum em torno da obra, da reflexão. Do encontro da matilha, de descobrir a ligação sentimental com o grupo. Do relacionamento.


Algumas pessoas buscam sucesso na arte (o sucesso é um conceito pessoal, é um objetivo que cada um traça pra si. O que é sucesso para um pode não ser para o outro.) mas, muitas vezes o sucesso é o causador da destruição artística. A livre expressão somente pode ser exercida se ela for como deve ser... livre. O sucesso muitas vezes pode ter um preço alto demais.


Independente do objetivo traçado em sua busca ao se expressar artisticamente ou não, (sim, existem objetivos, ninguém pinta um quadro á toa. Nunca ouvi ninguém pintar um quadro e dizer “... AH, eu não tinha nada pra fazer... então pintei esse daí!” ou “... encontrei esse pedaço de pau e entalhei nele... só pra matar o tempo...”) Existe grande dedicação, esforço e sentimento por trás da obra expressa. Mas acima de tudo existe a necessidade latente de se expressar! Sendo assim, não faz diferença o meio que você utiliza para se expressar, apenas expresse-se!


Do texto Meditações XVII

John Donne


(Utilizado depois pelo Escritor Ernest Hemingway em “Por quem os sinos dobram”


“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.


Não seja uma ilha, não tenha medo de se expressar, de expor seus sentimentos... não tenha receio de se dar, ou pior, de não receber. Não se afaste do convívio, não evite amar. Busque a sua arte, a sua forma de se expressar, encha-se de vida, para que não haja arrependimento quando ouvir os sinos dobrarem.

2 de junho de 2008

Modelos e Comparações

Algumas pessoas crescem sendo comparadas, às vezes aos filhos dos vizinhos, aos colegas de escola, aos amigos e ou parentes... desde novos aprendemos o conceito de modelos, nossos tutores sempre ilustraram nossa vida com exemplos.

E assim crescemos, comparados e aprendendo a comparar, aprendemos a ter prazer ao realizar uma comparação e no fim nos darmos conta que em algo somos melhores, aprendemos com as comparações satisfazer o ego, estamos sempre buscando algo em que somos superiores aos olhos dos mediadores, dos juízes (algumas vezes, nos tornamos juízes de nós mesmos). Criamos com isso um sentimento de competitividade e passamos a nos alimentar de bons resultados. E muitas vezes, para alimentar completamente o ego, algumas pessoas reduzem à cinzas os "adversários" com a aprovação ou omissão do mediador ou grupo de pessoas.

Fazemos todo o tipo de comparação, de problemas à doenças, de experiências à falta delas, do que temos e do quanto temos e, se temos pouco, da qualidade desse pouco. E da forma que fomos criados, segue-se também as crianças de hoje, tentando se sobressair, chamar a atenção.

Eu cresci assim, sendo comparado ao filho da amiga que já trabalhava, ao filho da vizinha que está fazendo intercâmbio, a filha da colega de uma conhecida que sempre é a melhor da escola. Usam isso como motivação, acreditam que irão tirar o melhor de alguém criando uma competitividade ridícula. Nesses momentos somos alvejados com olhares decepcionados, olhos que traduzem a expressão "... Eu esperava mais..." e em seguida, dentro de nós, uma angustia, fruto do descontentamento causado pelo nosso esforço, começa a crescer. E por muitas vezes, nada do que se faça é o bastante para se igualar ao modelo usado por nossos juizes.

Me lembro de uma vez em que ouvi algo do tipo, "...Gostaria tanto que algum de vocês fosse músico...", eu, que na época estava envolvido com banda, me prontifiquei, saindo na frente dos demais: "... eu sou baixista!!!" achei que nesse momento deixaria de ser um mero comparado e me tornaria um modelo! Ilusões à parte, obtive um: "Não era desse instrumento que eu estava falando... me referia a um piano... que um de vocês fosse pianista!" de pronto esbocei um: "Ah... ... ... entendo... ..." isso foi a muito, muito tempo. Mas isso foi devido a um jovem pianista dotado de um talento nato ter se apresentado em um Talk-show ou coisa do tipo na tv.

Nem todas as pessoas são comparadas, e nem todas as pessoas percebem quando são e, muitas pessoas, fazendo uso da razão, passam acreditar que esta comparação é um exercício para a vida, porque a sociedade é competitiva, porque temos sempre quer procurar sermos melhores. Mas muitos de nós se perdem nesse caminho, muitos apenas sentiram o pesado reverso da medalha, muitos apenas tiveram seus egos massacrados pela humilhante e amarga derrota de não se sentirem vitoriosos, de se sentirem inferiores perante o modelo usado e inferiores também aos seus mediadores. E alguns, ainda tiveram a "honra" de serem comparados ao exemplo vivo! Ou ao vivo, uma comparação frente a frente, quase uma acareação... quem passou por tal situação sabe bem o que é isso... e ainda, mesmo depois da adolescência, ainda se sentem e ou são comparados (ou melhor dizendo... cobrados??)

Às vezes, as comparações acontecem pelo fato das pessoas que nos amam depositarem em nós os sonhos que não conseguiram realizar. Passam a sonhar um futuro melhor para nós...

Achar que este é um assunto banal, é simplesmente ignorar a realidade, é buscar dentro de uma "razão burra" explicação para o que não gostaria de pensar a respeito. Basta olhar ao redor e analisar, refletir sobre os modelos que nos são impostos, aos quais somos comparados e que incessantemente tentamos seguir, tentamos buscar, tentamos ultrapassar. Um bom exemplo é o modelo de beleza "europeu" imposto pela moda, mídia, sociedade, conheço pessoas que se sentem infelizes consigo e buscam incessantemente essa "perfeição"... existem tantos outros modelos que seria uma bobagem render mais exemplos.

O que realmente devemos parar de comparar é a nossa vida com a do outro. Ouço muitas pessoas dizerem que podem falar amplamente sobre determinado assunto porque tem mais experiência que outras, pessoas que menosprezam os problemas alheios porque o deles é infinitamente maior e sem solução, pessoas que comparam suas vidas, experiências e idade afirmando assim serem os donos da verdade, quando na verdade, cada ser é um individuo único e singular, na maioria das vezes solitário por ainda não se encontrar em busca de suas próprias respostas e, sem duvida nenhuma, terá suas próprias experiências.

Devemos parar de nos sentirmos inferiores. Algumas pessoas nem esperam que outras digam que seus problemas são minúsculos, elas mesmas diminuem seus problemas após ouvirem os de outras pessoas. E passam a ter vergonha, porque até em problemas temos modelos e juizes. Mesmo que seu problema seja um corte no dedo, e que alguém tenha quebrado o braço, não aceite que seu problema é menor, somente você sabe o tamanho que seu problema representa e, somente aprendendo a enfrentar seu problema é que você realmente estará apto a compartilhar a dor daqueles que importam a você.

Não importa se você não toca piano, se você não fala outro idioma, se não é tão belo ou se não é um individuo politicamente correto, não busque modelos, não compare e não aceite comparações. Seja você seu próprio espelho, seu próprio modelo, viva o que há de melhor em você intensamente. O que faz de você especial é que você é único e incomparável e nada no mundo vai mudar esta verdade.

Querer que alguém siga um modelo determinado é atrasar o desenvolvimento desta pessoa. Não sonhe seus sonhos para quem você ama, somente você pode realiza-los. Se você ama, não compare...

31 de maio de 2008

31 de Maio - Dia Mundial Sem Tabaco

O que um dia foi significado de status, glamour, muito difundido pelos filmes americanos, produzidos principalmente na década de 50, hoje é o inimigo mundial, em uma guerra psicológica e publicitária.


Desde 1988, o dia 31 de maio foi instituído como sendo o “Dia Mundial sem Tabaco”. A cada ano a campanha recebe um tema diferente, este ano é “Juventude Livre do Tabaco”. Uma campanha destinada a conscientizar a juventude visto que, segundo pesquisa tem sido o principal alvo da indústria tabagista.


Não vou me perder falando demais sobre isso. Este é um assunto muito amplo. Temos ótimas campanhas elaboradas contra o uso, a cada dia aumenta a conscientização dos males que o tabaco causa. Tem crescido também o número de restrições aos fumantes, lugares aonde não se pode fumar, empregos que não aceitam fumantes.



Interessante que o mesmo governo que lucra na arrecadação de impostos originados da indústria do tabaco permite que os “viciados” sejam punidos e descriminados severamente. Entenda, quero apenas dizer que, embora haja campanhas contra o uso, alertas sobre os males do cigarro e etc, existe um motor rentável por trás disso tudo.


Há que se respeitar os não-fumantes, eles não são obrigados a se tornarem fumantes passivos. Há que se promover algum tipo de trabalho para recuperação dos viciados. Parabéns aos que conseguiram parar por vontade própria, mas temos que lembrar que, cada caso é um caso, nem todos tem a mesma motivação para isso. E sem nos esquecermos que a indústria do tabaco somente considera que perdeu um cliente após 10 anos que o mesmo não fuma.


Da mesma forma que acontece aos Alcoólatras, não existe um ex-fumante, um ex-viciado em nicotina, você pode até criar aversão ao fumo mas, bastará uma pequena quantidade de nicotina no organismo para reativar o desejo.



Temos que combater a ferro a indústria do tabaco, Contratos ilegais com fumicultores, casos de suicídios e exploração de trabalho infantil são algumas denúncias contra a indústria do tabaco, algumas... Mas será que a mesma indústria que gera tantos lucros ao governo, será realmente combatida por ele... ou só o que veremos será apenas uma cortina de fumaça...

e-mail Polícia Federal (Fake)

Esta é a imagem de um e-mail que recebi dia 26. acho simplesmente fantástico a criatividade “desperdiçada” neste tipo de atividade.


A engenharia social é um barato!! O que não se faz para descobrir dados e informações alheias. Já recebi e-mails fake do Banco do Brasil, do Censo, Receita Federal, etc. Mas da Polícia Federal foi a primeira vez! Adorei!!

Fiquei pensando em qual seria a intenção de ter meus dados... creio que na hora que descobrissem como meu nome está na “praça” ficariam com dó... :-)

É o mesmo que “pedir” para dois!

28 de maio de 2008

Aborto - Legalidade ou Crime?

Essa pequena e simples entrevista foi realizada para um trabalho de faculdade envolvendo a questão do aborto. Minha participação foi pequena, apenas fiz contato com um amigo que se prontificou a responde-la... Bem, quase perdi a amizade pelo andar da entrevista. Foi bem tensa... e achei tão interessante o resultado que resolvi postar uma parte dela.


1) O que você pensa a respeito da interrupção voluntária da gravidez?

Eu acho que o aborto pode ser definido de várias formas: crime, atentado contra a vida, pecado, homicídio... particularmente sou contra.

2) você acha certo definir um feto, um embrião, ou mesmo um óvulo como uma pessoa com direitos iguais ou mesmo superiores aos de uma mulher, como uma pessoa que pensa, sente e tem consciência?

Da forma como esta definido na pergunta, não. Sem receio de parecer repetitivo mas, devemos nos ater ao fato de que esta vida não pediu para ser consumada, não tem culpa das escolhas que fizeram. Não podemos simplesmente negar a chance da vida a um ser apenas por meras descrições cientificas. E espiritualmente falando... existe a alma.

3) Você acredita que a opção por aborto está ligada diretamente à pobreza?

Sim, acredito. Acho que 70% das mulheres que fazem essa opção são pessoas desprovidas de renda e ou cultura. Não pensaram sobre as conseqüências ou simplesmente não tiveram acesso a informação. Praticaram o sexo sem segurança, por vários fatores, e sem a estrutura familiar, muitas vezes ruída por questões sociais, se vêem solitárias, sem perspectiva de melhora na vida, sem apoio, com a única visão do aborto como solução. É claro que não são todas, existem muitos casos... mas a maioria deles é por irresponsabilidade, e isso em todas as classes sociais.

4) Qual seria a solução para se evitar o desejo pelo aborto?

Encaminhamento para órgãos sociais para tratamento psicológico afim de se buscar a estabilidade emocional e encontrar soluções para a vida desta criança. Como a adoção, por exemplo.

5) Você que protesta contra a legalização do aborto, qual tem sido o seu real papel nessa luta? Além de protestar o que realmente você faz em defesa a vida?

Bom, participo de debates, abaixo-assinados, passeatas, fóruns.... toda ou qualquer manifestação em favor da vida.

6)Bom, pelo que entendi, a única importância é a de que a lei permaneça inalterada. E quanto as mulheres, o que você faz em prol, qual é a sua posição em relação ao desejo da interrupção voluntária da gravidez, o que você que protesta faz em relação a esse fato?

Como disse, existem órgãos competentes e ONG’s para tratamento e encaminhamento psicológico destas pessoas, ao meu ver, uma gravidez indesejada apenas por motivos irresponsáveis (não estou falando sobre má formação do feto, estupro ou quando a mãe é deficiente mental) deve ser tratada com apoio psicológico. Muitas vezes o que faz com que a mulher procure por este método é o fato de pensar que a vida ficará mais difícil, ou até mesmo que não haverá mais vida, que ela será prejudicada com a chegada de uma criança.

7) Mas na prática mesmo, o que você faz é apenas garantir que as pessoas não tenham o direito de errar, você apenas deseja manter a “moralidade” que você julga correta, você não opina, pelo contrario, luta pelo “direito” de somente a voz dos que são contra o aborto serem ouvidas. Como você vê essa afirmação?

Do jeito que você coloca as coisas parece que sou a inquisição, não é sobre isso que estamos falando. Estou dizendo que, apesar de existirem pessoas que estão irredutíveis sobre sua posição em relação ao aborto, a grande maioria que o faz se arrepende depois, temos vários casos aonde a opção por tal prática prejudicou muito mais a vida da pessoa, do que se ela tivesse tido a criança. Culpa, crises depressivas, dificuldade de se relacionar, afetiva e amorosamente, etc. E olha que não estou falando sobre os casos que deram errado: como deformações em crianças por meio de tentativas de aborto frustradas pela indução de medicamentos, danos irreversíveis à criança e a mãe. E sem contar nas mortes causadas muitas vezes por hemorragias e ou imperícias.

8) Você acredita que a despenalização do aborto voluntário poderá fazer aumentar os casos de aborto?

Não sei dizer, embora eu seja totalmente contra o aborto, não sei dizer se isso aconteceria... sei de países aonde o aborto é legalizado, mas existe um tratamento psicoterapêutico que antecede qualquer intervenção médica. E muitas das vezes a paciente para ali mesmo. Porque na verdade existe uma questão social muito maior por trás destes casos. Família, condições financeiras, sociedade, até aonde eu sei, nesses países que possuem esse apoio terapêutico, poucas mulheres realmente chegam as vias de fato.

9) Entendo que você se manifeste contra a despenalização do aborto voluntário. Vejo inclusive que, em parte, tal posição se deve ao fato de seu crescimento religioso. Mas é de se estranhar que biblicamente falando, a vida é 8 ou 80, mas você segue a risca apenas nesse caso, afinal de contas você bebe, pratica sexo que não seja para fins de reprodução e sem os laços do matrimônio, usando métodos anticoncepcionais, fala mal, critica, difama seu semelhante, valoriza mais o dinheiro que outra coisa na vida, erra, etc... mas quer a todo custo limitar as escolhas de outras pessoas, as quais vão contra seus princípios. “Acaso você é a guarda de seu irmão?”

Nem pretendo comentar tal pergunta... o que prego é um apelo a favor da vida, existem soluções para as mães que não querem seus filhos, se isso inclui assumir responsabilidades, enfrentar a sociedade, a vida, família, fazer o que? Tudo o que fazemos tem um preço. Não sou responsável por ninguém, mal consigo ser responsável por mim. O que eu apenas defendo é o direito a vida. E embora eu saiba de pessoas que ao defenderem algo manifestam seu modo de vida e atiram pedras ao protestarem contra alguma coisa, por se acharem donas da razão, não é o meu caso.

10) Caso você aconselhe alguém a não retirar de si preciosa vida, qual seria a sua ligação com este ser que irá nascer? Conseguiu evitar o aborto involuntário, e agora? Não teme que a criança sofra por ter sido rejeitada, fruto de uma gravidez indesejada? Que a mesma passe necessidades? Viva em condições sub-humanas? Seja explorada? Se volte para a criminalidade?

Mesmo uma criança, fruto de uma gravidez planejada, está fadada a correr estes riscos. É claro que uma gravidez indesejada contribui em muito para a má formação do caráter da criança. Quanto a responsabilidade, bom, pode parecer evasivo mas, infelizmente o que ainda falta nesse país é responsabilidade social. Embora algumas pessoas achem que não tem nada a ver com a educação de seus vizinhos, é necessário zelar por nossos semelhantes. Um assaltante, antes de mais nada, já foi uma criança... e teve seus direitos negados... sem infância, discriminado por ser pobre ou de cor. E muitas vezes fomos nós (a sociedade) a discrimina-lo, negando-lhe oportunidades na vida, negando confiança, ignorando qualquer luta em favor de uma melhoria de vida para estas pessoas, porque passamos muito tempo correndo atrás de nossos próprios desejos. As mãe que por algum motivo não querem ter seus filhos, é também um caso de responsabilidade social.... ao julgarmos as origens da gravidez, contribuímos para a busca por meios abortivos. Eu sei que uma pequena parte da criminalidade, embora tenha tido mais oportunidades que qualquer outro de nós, ainda assim caiu em desgraça, eu também sei que mesmo com muita orientação e zelo, uma pequena parte das mulheres ainda estarão irredutíveis quanto ao aborto. Mas nada é perfeito, você até pode ficar em cima do muro. Não ter opinião... se mostrar alheio. Mas somos responsáveis por todos os nossos atos. Amar o próximo é querer para ele sempre o melhor... mesmo que ele não concorde. Legalizar o aborto é, acima de tudo, negar o direito a vida.



Selecionei as melhores questões, não havia como publicar toda a entrevista, porque o foco mudava bastante. Agradecimentos ao Freddy que permitiu que as publicasse aqui. Ah! E ao Dr. Roberto Silva, por ter tido a paciência em Responde-las.


Independente da opinião aqui mostrada, há que se respeitar as opiniões contrárias. Eu, particularmente sou contra o aborto, mas defendo o direito de cada um de errar. Jamais incentivaria alguém a abortar mas, acho injusto negar-lhe a opção do erro. Sei que esse é um assunto polêmico, concordo que nesses casos um bom tratamento terapêutico gera bons resultados mas, e para aqueles casos em que mesmo após toda a terapia do mundo, a pessoa permanece “indissolúvel”? O Fato de ser contra o aborto e não me opor a pratica legalizada pode até parecer que assumo uma posição neutra, Mas não considero assim.





Concordo que seja necessário uma política de responsabilidade social. Porque é muito fácil atirar pedras às opções alheias e ou opiniões, sem termos a menor responsabilidade com tal situação.




Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez já é permitido, e essa permissão se estende também para as estrangeiras. Leia mais em Wikipedia e em www.aborto.com/aborto.html


É errado bloquear uma porta se você não oferece outra saída...